Stephen Colbert afirmou, em entrevista ao New York Times, que o tom político de The Late Show aumentou desde 2015, quando assumiu o programa substituindo David Letterman. Ele explicou que, no começo, a CBS o incentivou a evitar temas atuais.
Conforme o apresentador, a decisão mudou após alguns meses, quando começou a inserir mais piadas políticas. Colbert disse ter percebido que o público gostava daquela abordagem e que precisava “digá-las” para manter o humor conectado à realidade.
A discussão ocorre em meio ao anúncio anterior de que The Late Show seria cancelado pela CBS, por razões financeiras. O programa terá a última exibição em 21 de maio, encerrando uma fase de mais de uma década no horário nobre.
Colbert, ao comentar resistências da administração Trump, destacou que comediantes costumam atuar de forma antiautoritária. Ele afirmou não ter dificuldade com o fato de Trump ser republicano, mas criticou a conduta do ex-presidente, segundo a entrevista.
Sobre a decisão de cancelamento, a empresa-mãe Paramount foi apontada como influente no processo, segundo especulações da indústria. A hipótese envolve impactos de negociações de fusão entre Paramount e Skydance para facilitar o acordo regulatório.
A pauta de The Late Show, segundo Colbert, já mostrou que o humor pode acompanhar debates públicos relevantes sem perder a leveza. A mudança de tom, de acordo com o apresentador, refletiu a demanda do público pelos temas atuais na bancada.
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