Nos leitores, o debate sobre as melhores obras de não ficção brasileiras do século 21 ganhou novos contornos. A lista, baseada em opiniões de assinantes e referências de rankings divulgados pela Folha, reúne títulos que vão de biografias a análises históricas e críticas sociais.
Entre os títulos citados, aparece A Queda do Céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, destacado por apontar a relação entre a modernidade e as formas de vida não convencionais, sob a ótica indígena. A obra é mencionada como marco do século, por abordar escolhas de convivência com a natureza e com outros povos.
Outro título recorrente é Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, cuja leitura é associada à desumanização institucionalizada e ao tratamento de pacientes e grupos marginalizados em instituições de saúde mental. Leitores destacam o impacto do livro ao revelar práticas desiguais.
Também aparecem biografias e análises históricas relevantes, como Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mário Magalhães, reconhecida por ampliar o retrato da esquerda brasileira no século 20. Getúlio, de Lira Neto, é citado como leitura marcante por alguns assinantes.
No conjunto, constam obras como Escravidão, de Laurentino Gomes, considerada seminal, e A Elite do Atraso, de Jessé Souza, apontada como leitura sobre a mentalidade da elite brasileira. Outros títulos citados são Trincheira Tropical, de Ruy Castro, e A Ditadura, série de Elio Gaspari, destacada pela investigação histórica.
O conjunto de menções inclui ainda Poder Camuflado, de Fabio Victor, que aborda a relação entre militares, política e crime organizado; Treze: A Política de Rua de Lula a Dilma, de Angela Alonso, com foco nos movimentos de 2013; Ideias Para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, avaliado como leitura sóbria e de impacto.
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