Lauren Weisberger apresenta a vida após O Diabo Veste Prada, vinte anos depois, em que acompanha a continuidade de sua obra e os desdobramentos pessoais e profissionais a partir de uma nova realidade.
A autora relembra o surgimento do livro aos 23 anos, em um workshop. Não planejou um fenômeno cultural nem uma estratégia de franquia. Passou a trabalhar com a reputação repentina após o best-seller, o filme e a transformação em musical.
O impacto inicial foi ambivalente: o texto ganhou fãs, críticas e uma pressão de lidar com a fama. Weisberger descreve como a história passou a ganhar contornos próprios, indo além de sua criação original.
A narrativa atual revela uma mudança de vida significativa. A autora conta que vive a bordo de um barco de pesca, entre Bahamas e Connecticut, afastando-se de hábitos anteriores e priorizando uma rotina de edição, ensino remoto e atividades domésticas.
Ela descreve o cotidiano a bordo, com edições pela manhã, viagens entre ilhas e tarefas da casa. A família, incluindo dois filhos adolescentes, figura de maneira central na nova fase. A vida no barco contrasta com o caminho anterior.
No decorrer do perfil, Weisberger comenta a distância entre a sua versão dos anos 20 e a de hoje. Ela analisa como o realinhamento de prioridades moldou a percepção sobre poder, identidade e ambição.
Sobre a sequência de O Diabo Veste Prada, a autora afirma que a obra continua relevante. Os temas centrais — poder, identidade e custo da ambição — permanecem em foco, sob uma lente contemporânea.
O texto final aponta para uma reflexão sobre autoridade criativa. Weisberger ressalta que não controla a forma como a obra cresce no mundo, apenas a origem do projeto. O desafio é acompanhar o que a obra se tornou sem perder a essência.
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