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Rosiska Darcy de Oliveira revisita trajetória literária e feminista em fotos

Fotobiografia de Rosiska Darcy de Oliveira revela contextos íntimos e trajetórias de uma geração marcada por ditaduras, exílio e feminismo

A imortal Rosiska Darcy
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A fotobiografia sobre a escritora e feminista Rosiska Darcy de Oliveira chega ao público com um tom que mistura memória e contexto histórico. O livro, criado por duas amigas próximas e por uma historiadora, nasceu como presente de aniversário para a autora. O projeto levou dois anos de produção, com participação coletiva.

As imagens, em sua maioria familiares e íntimas, são acompanhadas por trechos de textos já publicados pela imortal da Academia Brasileira de Letras. A montagem privilegia o olhar que revela a evolução da mulher ao longo de décadas, em vez de apenas descrições cronológicas.

O material fotográfico é em grande parte assinado pelo marido de Rosiska, o diplomata Miguel Darcy de Oliveira, que registrou momentos do casal ao longo de mais de meio século de casamento. A biografia destaca a importância desse arquivo familiar para a construção da narrativa.

A obra percorre fases marcantes da trajetória da autora, incluindo o ativismo feminista, o período de exílio na Suíça durante a ditadura e a atuação com o educador Paulo Freire. Além disso, o livro expõe gostos pessoais, como cafeterias, festas de Carnaval e a convivência com irmãos e amigos.

Contexto e relações

A produção também evidencia amizades antigas de Rosiska, ligando-a a pessoas que hoje são figuras públicas na Academia Brasileira de Letras, como Fernanda Montenegro e Gilberto Gil. O conjunto de imagens propõe, portanto, uma visão de geração marcada por momentos históricos relevantes.

Ao olhar para o presente, Rosiska observa mudanças no Brasil, como maior reconhecimento de diversidade e avanços na presença indígena. Ela, porém, evita comentar questões políticas diretamente, mantendo o foco na transformação social e cultural ao longo de sua vida.

Perspectivas da autora

Com 82 anos, a autora mantém atuação ativa na ABL, onde participa da curadoria de conteúdos e da edição da Revista Brasileira. Em relação à crítica etária, ela encara as dinâmicas do envelhecimento sem se afastar de projetos em andamento, mantendo a motivação para seguir produzindo e vivenciando novos símbolos de resistência e mudança.

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