O monólogo Rita Lee: Balada da Louca ganha versão teatral a partir de um projeto de Guilherme Samosa, que também ajudou a escrever as autobiografias da cantora. A ideia nasceu de uma conversa rápida entre amigos e logo ganhou apoio de Roberto de Carvalho, parceiro de Rita, e da atriz Lilia Cabral, que topou o desafio.
A peça estreia no dia 22 de maio no Teatro Faap, em São Paulo, com temporada estendida até 9 de outubro. A produção conta com patrocínio da Elo, aprovado pela família de Rita Lee, que autorizou a adaptação do livro Outra Autobiografia para o palco. A direção é de Bruna Barros.
Lilia Cabral encara a Rita Lee sem imitar a cantora, buscando transmitir a essência da artista. O texto é assinado por Guilherme Samosa, que também colaborou com as autobiografias da cantora; a montagem utiliza o livro original como guia.
A produção destaca a relação entre a atriz e a personagem, enfatizando uma leitura íntima da trajetória de Rita Lee, desde os primeiros passos com Mutantes e Tutti Frutti até a parceria com Roberto de Carvalho. A peça propõe uma experiência cênica centrada na alma da artista.
Estreia, formato e apoio
A montagem é apresentada como uma experiência teatral única, com apenas uma atriz no palco, um texto e cenografia mínima. O objetivo é que o público se sinta próximo de Rita Lee, reconhecendo sua influência na cultura pop brasileira sem recorrer a imitações.
Base pessoal e aprovação familiar
A família de Rita Lee autorizou a adaptação do material, incluindo a participação de Roberto de Carvalho e dos filhos Antônio e Arthur, que acompanharam o processo de perto. A diretora Bruna Barros elogia a presença de Cabral e a troca entre gerações na montagem.
Sobre a intérprete
Lilia Cabral descreve a preparação como um mergulho na personalidade da cantora, não pela imitação, mas pela essência. Ela utiliza o livro como amuleto criativo e busca capturar a cadência particular de Rita, sem restringir-se a trejeitos óbvios.
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