O batom atravessou séculos cercado de símbolos e polêmicas, mas também de conforto estético. Originário do bastão, seu nome vem do francês bâton. A história começa na Mesopotâmia e no Egito antigo, com pigmentos nas cores dos lábios.
Na Grécia, o batom tinha relação com cortesãs; em Roma, marcava classes sociais. Na Era Vitoriana, era visto como vulgar, restrito a atrizes. Em 1884, Paris abriu as portas para a venda em formato de bastão.
Transformações e empoderamento
No século XX, passou a representar empoderamento feminino. Sufragistas em Nova York adotaram o batom vermelho em 1912 como símbolo de luta pelo voto. O cinema ajudou a consolidar sua função de acessório de moda.
Atrizes icônicas, como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor, popularizaram o batom como expressão de feminilidade. Durante a Segunda Guerra, o vermelho ganhou versão de resistência contra o nazismo, promovendo coragem.
Função e evolução técnica
Além da estética, o batom elevou a autoestima em períodos de crise, funcionando como luxo acessível. O formato pode indicar traços de personalidade e organização, segundo interpretações históricas.
A composição atual costuma ter cera, óleos e silicones, formando camada protetora contra ressecamento e agressões externas. A evolução abrange cores, texturas e acabamentos para diversos gostos.
Inovações de embalagem
Em 1915, o batom ganhou cilindros metálicos com alavanca. O primeiro tubo giratório, patenteado em 1923, facilitou o uso para fotografias e ajudou a popularizar o item entre as mulheres.
A publicidade associou o batom a glamour, sensualidade e autoconfiança, impulsionando a indústria cosmética. Hoje, várias marcas oferecem opções cremosas, matte, cintilantes e de longa duração.
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