O quimono é tema central de uma exposição e de uma obra que resgatam memória, tradição e identidade cultural. O livro Tecendo Histórias: O Imaginário dos Quimonos, lançado em fevereiro de 2026, dialoga com o papel da vestimenta na cultura japonesa e na presença de descendentes no Brasil.
A mostra homônima abriu entre 23 de outubro de 2025 e 8 de fevereiro de 2026, no Museu da Imigração Japonesa e no Pavilhão Japonês. Ao todo, 25 peças foram reunidas para o público.
Surgido no Japão há séculos, o quimono teve evolução marcada por mudanças sociais e políticas. O traje transmite valores estéticos e atributos de época por meio de cortes, tecidos e bordados.
Cada quimono funciona como tela em movimento, com estampas e notas de cor que indicam status, ocasião e desejos espirituais. A linguagem visual envolve tradição e simbolismo.
Nos rituais japoneses, o quimono ocupa papel central em casamentos, funerais e cerimônias religiosas, ganhando significados específicos conforme o tecido e o formato.
No Brasil, imigrantes trouxeram quimonos preservados, que viraram herança viva para gerações, conectando famílias a raízes culturais. Os trajes guardam memórias de imigração.
O livro, lançado para celebrar os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, documenta cerca de 400 quimonos e traça uma visão ampla da coleção.
Com 240 páginas, a obra organiza capítulos temáticos que conduzem o leitor por rituais, memórias e celebrações, mostrando cada peça como narrativa visual.
Durante a cerimônia de lançamento, houve apresentação sobre o kitsuke, a arte de vestir o quimono, que une técnica, respeito e significado em cada detalhe.
Entre na conversa da comunidade