A Casa 6F chega à sua nova edição com foco em personalidades e memórias, em vez de tendências rápidas. Marcelo Felmanas, empresário e curador, mantém a linha de menos modismos e mais identidade. A mostra fica aberta até 29 de maio, em uma residência assinada por Isay Weinfeld, no Jardim Europa, em São Paulo.
O projeto reúne 17 marcas de décor, mesa posta e lifestyle, apresentadas como vitrines vivas nos ambientes da casa. A proposta foge dos corredores padronizados de feiras tradicionais e aposta na experiência de quem vive o espaço.
A edição anterior movimentou cerca de R$ 15 milhões e recebeu mais de 2 mil visitantes. A organização estima um crescimento de 20% no volume de negócios para 2026, mantendo o formato de convivência entre marcas e coleções.
A ideia central é traduzir um movimento do décor contemporâneo: casas menos cenográficas, mais autorais. Felmanas defende que as pessoas buscam conexão emocional com objetos, não apenas beleza estética.
Sobre Marcelo Felmanas e a 6F
Para o curador, casas devem parecer habitadas, não montadas. Objetos com memória, peças herdadas e imperfeições são elementos que conferem identidade ao espaço, segundo ele. A visão contrasta com ambientes excessivamente alinhados às tendências.
Na visão dele, o contemporâneo verdadeiro não envelhece. Peças criadas há décadas sobrevivem por ideias fortes, desde que haja consistência estética e qualidade de execução. O diálogo entre clássicos e novidades é visto como natural.
O acervo da 6F valoriza objetos com “alma colecionável”. A curadoria inclui coleções com nomes de peso, buscando itens que gerem vínculo emocional e resistência ao tempo.
Mistura de referências
Felmanas acredita que boas casas não seguem cartilhas rígidas. Móveis modernos convivem com porcelanas históricas, peças contemporâneas e objetos de família, criando camadas de profundidade sem perder a harmonia.
Mais um pilar de sua abordagem é a emoção. Peças ousadas, como vasos de Luca Nichetto, e criações de Inge Simonis despertam surpresa, humor e encanto, vão além da função decorativa.
Repertório e novo luxo
Viagens, história da arte e design integram o repertório do curador. Essa bagagem ajuda a identificar movimentos antes de virarem tendência e a descobrir marcas menos visíveis para o mercado brasileiro.
Para Felmanas, o novo luxo está nos detalhes silenciosos. O valor está na curadoria, na raridade e na capacidade de criar conexão emocional, não no tamanho ou na ostentação.
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