Os Imortais, romance de Paulliny Tort, chega ao público com foco na formação da linguagem humana. A obra coloca neandertais e Homo sapiens em encontro antigo, explorando como dialogam e trocam informações pela sobrevivência do clã.
Na narrativa, poucos sapiens aparecem entre os neandertais, e o diálogo entre as espécies revela limitações e avanços na comunicação oral. O tempo e o espaço são vagos, situando o romance dezenas de milhares de anos atrás.
A premissa central é a tentativa de entender o que a linguagem significava naquele período. A autora evita afirmações científicas rígidas, privilegiando uma leitura ficcional que dialoga com a história da humanidade sem pretender ser registro arqueológico.
O texto avança ao enfatizar o papel da linguagem como uma das primeiras tecnologias humanas. A prosa oscila entre realismo e expressionismo, buscando traduzir a experiência de uma infância da linguagem para o leitor contemporâneo.
A obra é publicada pela Fosforo Editora e convida o leitor a questionar o que é compreendido por comunicação. O resultado é uma narrativa que funciona como tradução entre passado e presente, sem recorrer a simplificações.
Contexto literário
- A ficção propõe um olhar único sobre a distância entre espécies irmãs e o modo como a linguagem emerge.
- Ao evitar linguagem excessivamente científica, o romance utiliza a voz narrativa para criar atmosfera e suspense.
- A leitura sugere que a linguagem é uma das tecnologias mais complexas da espécie, ao lado do fogo e das ferramentas.
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