Gastón Gorali, produtor argentino, revelou ao Estadão detalhes da nova série de Mafalda, coproduzida pela Mundoloco CGI e pela Netflix. A produção leva pela primeira vez a personagem ao streaming global, mantendo fidelidade ao material de Quino.
Durante o Rio2C, Gorali participa de um painel ao lado de Daniel Rezende, para debater adaptações de quadrinhos latino-americanos. O diretor Campanella assina a direção, com Gorali como corroteirista e produtor executivo.
A ideia foi amadurecida de forma artesanal: a equipe busca traduzir a essência de Mafalda para o audiovisual sem perder a identidade original. O projeto integra inovação tecnológica com o tom clássico da personagem.
O início da história ganhou impulso ao redor de um livro que Gorali guarda há anos, que o levou a sonhar com uma série que una gerações. A visão é manter Mafalda questionadora, pacifista e atenta aos temas políticos.
Locais e elenco ainda não foram anunciados, mas a produção envolve equipes de diversos países e busca equilibrar ritmo de tirinha com narrativa audiovisual. O objetivo é preservar a leitura como experiência individual.
A série Mafalda tem estreia prevista para 2027 na Netflix, segundo o produtor. A expectativa é que a produção alcance públicos variados, mantendo o espírito crítico e humano da personagem.
A manutenção do teor político é considerada essencial pelos realizadores, que veem Mafalda como espelho das perguntas que permanecem atuais. A proposta é combinar humor, humanidade e reflexão sem perder a acessibilidade.
A equipe planeja encontrar a melhor forma de traduzir a linguagem das tiras para o formato animado, sem ficar preso ao literal. O foco é capturar a essência da obra e inovar sem romper com Quino.
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