Billie Eilish pediu que fãs cantassem, gritassem e dançassem nas sessões do seu filme da turnê mais recente. O pedido chegou antes da pré-estreia em Londres e ganhou resposta imediata em salas do mundo todo. O estilo quebra regras de etiqueta do cinema para acompanhar o show.
A iniciativa se insere em um movimento crescente na indústria do entretenimento. Nos últimos anos, filmes-concerto e shows gravados em 3D vêm abrindo espaço ao lado das estreias convencionais, impulsionados pela demanda após o isolamento pandêmico.
Panorama do movimento
Entre 2023 e 2024, grandes estúdios e exibidores exploraram esse formato. Taylor Swift liderou o segmento com a maior arrecadação de bilheteria entre filmes-concerto, superando rivais e gerando resultados expressivos no Brasil e no exterior, segundo a Comscore.
O desempenho brasileiro de Swift foi de cerca de 186 mil espectadores e R$ 7,9 milhões arrecadados em sete dias de exibição. Em São Paulo, houve momentos notáveis, como pedidos de casamento durante sessões.
Casos recentes e impactos
Antes de Eilish, o BTS já apresentava números expressivos com seus registros de shows, somando milhões de dólares em bilheteria e atraindo grandes públicos em cinemas ao redor do mundo. Outros títulos de artistas como Beyoncé, Coldplay e Lady Gaga também foram ao cinema.
Especialistas apontam que a tendência está ligada ao retorno de shows após a pandemia e à busca por formatos imersivos. Empresas de cinema têm investido em tecnologias como salas com visão estereoscópica e recursos de imersão.
Repercussões no cinema tradicional
Rede Cinemark divulgou campanhas que estimulam a participação do público nas sessões de filmes-concerto, mantendo a aceitação da cantoria. Outras redes, como Cinépolis e Cinesystem, destacam estratégias para atrair fãs, com brindes e souvenirs.
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