Cooper’s Cut, steakhouse no prédio histórico do Four Seasons London at Tower Bridge, surge como destino para quem aprecia vinho. A casa, liderada por Gonzalo Rodriguez Diaz, une o período em torno do Château Haut-Brion a uma ambientação de grande importância histórica na cidade. A reforma ocorreu após 2017, quando o prédio renasceu como parte de Ten Trinity Square.
O restaurante substituiu o antigo two Michelin stars sob Anne-Sophie Pic, marcando uma guinada de conceito. Rodriguez Diaz dirige uma adega que privilegia proveniência e estoque jovem, com foco em Haut-Brion e vinhos da região de Bordeaux, além de opções da Espanha, Jura, Loire, entre outros.
Destaques da carta e da experiência
Antes do jantar, o clube privado Ten Trinity Square oferece uma imersão em vinhos by Gonzalo Rodriguez Diaz. A seleção inclui safras como Eisele Sauvignon Blanc 2015 e Les Forts de Latour 2000, em magnun, com acompanhamento de aperitivos sofisticados. O ambiente reserva segredos históricos e salas privadas ligadas a Château Latour e Haut-Brion.
No restaurante, o menu assinado pelo chef australiano Luke Armstrong privilegia cortes de Wagyu, com apresentação de faca específica para cada mesa. A harmonização apresenta rótulos como La Mission Haut-Brion 1993 e Haut-Brion 1986, explorando a evolução de hypoteses de armazenamento e idade de vinho.
Dishes, serviço e atmosfera
Os pratos iniciam com entrada de verduras e crapaudine, acompanhados de Soave de Inama. Seguem-se vieiras e langostins em molho de açafrão, com Rioja Blanco 2014 para equilíbrio. O prato principal traz Wagyu A4 com gratin de espinafre, servido com Hunt de vinhos de Haut-Brion, destacando a elegância da casa.
O serviço é descrito como atento, com detalhes de origem de talheres e facas, e uma carta de cocktails que supera o comum de um hotel. Michele Lombardi, à frente do bar, oferece opções que combinam com a refeição ou funcionam como pairing de diferentes momentos do menu.
Cooper’s Cut se apresenta como uma steakhouse com identidade própria. A carta de vinhos não prioriza apenas rótulos de prestígio, mas histórias de origem, armazenagem e relação com produtores, fortalecendo a proposta de uma experiência londrina sobre bases históricas e enológicas.
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