Os Beatles realizaron seu último show oficial em 29 de agosto de 1966, no Candlestick Park, em San Francisco. A passagem marcou o fim de uma era de turnêsimples, sob pressão, lazer e controvérsias. As imagens de Jim Marshall capturam a banda próxima de encerrar uma fase.
Pouco antes, a banda havia finalizado as gravações de Revolver e embarcou para uma turnê global que não incluiu nenhum tema do álbum. O grupo não realizava nos palcos peças complexas como Eleanor Rigby ou Tomorrow Never Knows para plateias de dezenas de milhares.
A turnê, que representava lucro para a banda e para a indústria ao redor, tornou-se um fardo. A pressão de fãs, imprensa e protestos deixou a banda exausta e insegura quanto ao formato de shows ao vivo.
Contexto da última turnê
Antes do último concerto, os Beatles seguiram por West Germany e depois chegaram a Tóquio, onde houve protestos nas ruas por valores japoneses. No trajeto para as Filipinas, houve incidentes ao recusarem convite da primeira-dama Imelda Marcos, gerando tensão.
Nos Estados Unidos, a campanha de ódio ganhou força após comentário de Lennon sobre a popularidade da banda, e a imprensa regional explorou o tema, culminando em shows com muitos assentos vazios. A experiência transformou a turnê numa das mais tensas da carreira.
Ao chegar a Candlestick Park, os membros mantiveram a convivência próxima, reforçando a decisão de encerrar a turnê. O grupo informou ao empresário Brian Epstein que não seguiria com apresentações. A apresentação final incluiu o bis Long Tall Sally.
Após a pausa, os Beatles retornariam aos estúdios em Abbey Road para trabalhar em Strawberry Fields Forever, novo material de John Lennon. A fase seguinte começou apenas semanas após o último show.
Publicação de referência
A edição The Beatles: Live at Candlestick Park 1966, de Jim Marshall, com curadoria de Amelia Davis, será lançada pela Chronicle Books em 11 de junho. O lançamento traz imagens da última apresentação da banda em palco.
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