Villa Coco, romance de Andrew Sean Greer, recebe olhar crítico que destaca humor e elegância na Toscana. A obra, descrita como uma espécie de romance de encantamento, acompanha a vida de um jovem que atua como adjunto de uma baronesa eccentricamente poderosa.
Narrador em foco é Gio, conhecido também como nosso jovem homem, Gio e Giovedi. Ele chega a Villa Coco para organizar atividades, vestir-se de adjunto e lidar com uma entourage variada, que inclui cozinheira sri-lanquesa, seu marido e um factótum libanês. Entre objetos e suspeitas, surgem promissos de tesouros artísticos.
Baronesa Lisabetta, de 92 anos, é figura central. Ela finge deficiência quando convém, mantém segredo sobre o passado e guinda a comitiva pela propriedade. O elenco envolve Estelle, vizinha boêmia, Pippa, amiga whisky-falada, além de parentes, cães e amantes. Todos parecem dispostos a expor a residência a riscos.
Gio assume juramento de celibato para manter o foco, mas se vê envolvido em situações com Furman Childress, sedutor sulista, e Oscar, aesthete genovês que oferece conselhos românticos. Um segredo envolve Giacomo, primo rígido e casado, encarregado de acompanhar Gio em uma missão misteriosa.
Enfoque e tom do livro
Greer divulga a intenção de escrever um romance de encanto, com humor contido e esperança. O autor utiliza apreciação pela Itália, com descrições ricas de cenários, rios e paisagens, mantendo um tom sentimental sem abrir mão da objetividade.
Comparações e alcance literário
O texto evita a sátira pesada de Mitford nem a precisão cética de Greene, buscando uma leitura envolvente por meio da trajetória emocional do narrador. A narrativa privilegia a beleza italiana e a relação com a Baronesa, que condiciona os desdobramentos e o humor da história.
Entre na conversa da comunidade