Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriatra e autora associada à área de cuidados paliativos, revela curiosidade pela finitude até na leitura. Ela afirma começar os livros pelo final para entender o percurso até a última ideia.
Ao longo dos anos, a profissional transformou experiências com pacientes em temas de destaque editorial. Seu primeiro livro, lançado em 2017, abriu caminho para uma produção que aborda luto, convivência com a finitude e os cuidados paliativos.
A autora participa da série Coleção de Livros do Estadão, que leva bibliotecas pessoais de figuras públicas ao público. A entrevista mostra também a admiração por Adélia Prado, referência constante na sua lista de leitura.
Obras em foco na estante
- Simples como você, de Clovis Padoan: livro herdado pela família de um paciente; a leitura celebra uma história de vida compartilhada na trajetória de cuidado.
- Uma hora de conexão, de Irvin D. Yalom e Benjamin D. Yalom: relatos de encontros únicos de terapias, lidos com atenção aos temas de memória e memória afetiva.
- O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe: leitura já feita, com planos de reler após ver o filme.
- A intuição da ilha, de Pilar Del Río: narrativa da esposa de Saramago, destacando amor e escrita.
- Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke: edição antiga que funciona como guia de leitura para a autora.
- Coração e alma, de Maylis de Kerangal: drama de um dia que envolve doação de órgão, visto sob o prisma familiar e médico.
- Inteligência social, de Daniel Goleman: leitura frequente para entender relações humanas, necessária no momento atual.
- O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo, de Charlie Mackesy: livro infantil que inspira educação emocional para crianças e adultos.
- Admirável mundo novo, de Aldous Huxley: obra usada para refletir sobre os tempos atuais e alertas de futuro.
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