O tema em discussão é o que realmente sustenta o gostar entre pessoas. A psicanalista Ana Suy sustenta que o afeto nasce da admiração pela forma como a pessoa vê e interage com o mundo, e não apenas da reciprocidade. A ideia foi apresentada no podcast Gostosas Também Choram.
Segundo Suy, o que se ama é a relação da pessoa com a vida, não apenas o amor que recebe. Por isso, o sentimento pode surgir mesmo sem amor explícito, e a presença de apoio, diversão ou desejo não garante esse afeto. A chave está na maneira como o indivíduo atua no mundo externo.
Essa leitura também serve para entender amizades: a maneira de levar a vida de cada um pode agradar ou desagradar o outro. O segredo de entender o gostar, portanto, não está no que o outro sente por você, mas nas atitudes dele com o mundo ao redor.
Amor romântico cura tudo?
A discussão ganhará nova perspectiva ao justificar que o romance nem sempre cura as dores emocionais. A referência vem da cantora Olivia Rodrigo, cuja obra aborda a frustração com a ideia de que o amor seria a solução para vazios.
A neurociência valida esse ponto ao contrastar a influência de vínculos não românticos nos momentos difíceis. A especialista em neurociência aplicada ao comportamento humano, Eliane Sato, explica que outras formas de vínculo costumam sustentar a capacidade de seguir adiante diante de desafios.
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