Em 6 de outubro, o músico americano Michael Smith, de 54 anos, foi condenado a 18 meses de prisão nos Estados Unidos por comandar um esquema que utilizava centenas de milhares de músicas de IA e contas automatizadas para simular bilhões de reproduções em plataformas de streaming, obtendo mais de US$ 8 milhões em royalties.
Em junho de 2025, a Deezer revelou que até 70% das reproduções de músicas inteiramente geradas por IA eram fraudulentas.
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Além das fraudes cometidas com o uso da inteligência artificial, diversos artistas se posicionaram de forma negativa em relação à ferramenta. Um exemplo é o DJ brasileiro Alok, criador do movimento “Keep Art Human”, que defende a valorização da criatividade humana diante do avanço da IA.
Diante desse cenário, diversas plataformas de streaming musical começaram a se posicionar a favor de músicas feitas por humanos e da transparência sobre músicas com IA.
Spotify reforça valorização da arte humana
O Spotify divulgou, nesta terça-feira (20), um relatório intitulado “Putting Human Artistry First on Spotify”, em que apresenta métricas sobre a valorização da arte feita por pessoas e como a IA se encaixa nesse cenário.
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Apenas em 2026, o Spotify retirou mais de 50 milhões de faixas classificadas como “slop” (termo utilizado para conteúdos de baixa qualidade, frequentemente produzidos em massa com inteligência artificial) ou spam de seus sistemas de recomendação. Além disso, a plataforma informou que já removeu de seu catálogo mais de 75 milhões de faixas consideradas spam, devido a violações de suas regras.
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O Spotify reiterou que trabalha para priorizar obras autênticas feitas por humanos em suas recomendações. Com isso, a empresa destacou diversas ferramentas utilizadas para ampliar a transparência e proteger os artistas, como os créditos de IA, que identificam funções e instrumentos criados com a tecnologia; a verificação de identidade dos artistas; a proteção de perfis; os critérios de elegibilidade para monetização; e os emblemas que identificam perfis de artistas com identidades geradas por inteligência artificial.
Deezer permitirá excluir músicas de IA das buscas
A Deezer anunciou em outubro que lançará, até o final de 2026, uma ferramenta que permitirá aos usuários excluir músicas inteiramente produzidas por inteligência artificial de suas buscas na plataforma. O recurso funcionará por meio de um botão que poderá ser ativado ou desativado pelos ouvintes.
A empresa também divulgou, neste ano, dados sobre o crescimento das músicas geradas por IA em sua plataforma. Aproximadamente 90 mil faixas totalmente produzidas pela tecnologia são enviadas diariamente ao serviço, representando mais de 50% dos novos conteúdos recebidos nos dias de pico.
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Porém, a participação dessas músicas no total de reproduções ainda é pequena, representando entre 1% e 3%. Dentro do universo das obras totalmente geradas por IA, entretanto, até 85% das reproduções foram identificadas como fraudulentas em 2025.
Em janeiro de 2025, a empresa lançou sua própria ferramenta de detecção de IA, utilizada para identificar músicas artificiais e excluí-las do algoritmo e das recomendações, além de ajudar a combater reproduções fraudulentas.
YouTube passa a identificar músicas geradas por IA
O YouTube Music anunciou, na última quarta-feira (14), a implementação de um sistema de identificação de músicas produzidas predominantemente com inteligência artificial.
Os usuários passarão a encontrar uma identificação diretamente na tela de reprodução, indicando a participação da tecnologia na criação da faixa.
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Para identificar as produções, a empresa utilizará informações fornecidas por parceiros da indústria musical e suas próprias ferramentas de detecção.
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