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Sony e Warner acusam Anthropic de piratear músicas para treinar o Claude

Ação nos EUA cita centenas de letras e partituras e pede até US$ 150 mil por direito autoral violado

Esta fotografia mostra o logotipo do assistente de IA "Claude Mythos", desenvolvido pela empresa americana de segurança e pesquisa em inteligência artificial Anthropic, exibido na tela de um smartphone em Bruxelas, em 10 de junho de 2026.
Anthropic foi acusada de piratear músicas para treinar modelos de IA (Créditos:Divulgação/Nicolas Tucat/AFP)

As gravadoras Sony Music e Warner Music levaram a Anthropic à Justiça federal da Califórnia, nos Estados Unidos, sob a acusação de ter utilizado indevidamente composições protegidas por direitos autorais no treinamento do Claude, seu modelo de inteligência artificial. As empresas afirmaram na ação, movida na sexta-feira (28), que a Anthropic pirateou centenas de letras […]

As gravadoras Sony Music e Warner Music levaram a Anthropic à Justiça federal da Califórnia, nos Estados Unidos, sob a acusação de ter utilizado indevidamente composições protegidas por direitos autorais no treinamento do Claude, seu modelo de inteligência artificial.

As empresas afirmaram na ação, movida na sexta-feira (28), que a Anthropic pirateou centenas de letras de músicas e partituras dos Beatles, Taylor Swift, Michael Jackson e centenas de outros artistas para treinar o Claude a responder a pedidos humanos.

+ Músicas criadas por IA são banidas das paradas de sucesso na Austrália

A denúncia alega que a Anthropic obteve ilegalmente as letras e partituras das editoras por meio de downloads de torrent para treinar o Claude, e que o Claude é capaz de reproduzir letras protegidas por direitos autorais “literalmente” quando solicitado.

A Sony e a Warner também afirmaram que a Anthropic usou suas letras para ensinar o Claude a “gerar vastas quantidades de letras de músicas supostamente ‘novas’, geradas por IA, que competem com as obras legítimas protegidas por direitos autorais das editoras musicais como substitutos prejudiciais no mercado”.

“A Anthropic claramente considera isso apenas o custo de se fazer negócios, já que todo o seu modelo de negócios continua sendo construído com base na violação de direitos autorais”, afirmaram a Sony e a Warner em sua ação. “E US$1,5 bilhão obviamente não é um valor de acordo alto o suficiente para dissuadir a conduta infratora de uma empresa que transformou essa violação em massa em uma avaliação astronômica de US$2 trilhões.”

+ IA está presente em mais de 50% dos pequenos negócios no Brasil

As gravadoras buscam indenização de até US$150.000 por cada direito autoral violado e uma ordem judicial proibindo a Anthropic de usar suas obras.

Treinamento de IAs com música começa a incomodar gravadoras

A ação judicial é a mais recente de uma onda de processos movidos contra empresas de tecnologia por detentores de direitos autorais — incluindo autores, editoras, gravadoras e veículos de comunicação — em relação ao uso de suas obras para treinar sistemas de IA.

+ Deezer registra mais de 90 mil músicas feitas por IA todos os dias

A Universal Music Group processou a Anthropic em 2023 pelo suposto uso de letras de músicas protegidas por direitos autorais no treinamento de IA, em um processo que ainda está em andamento.

A Anthropic se tornou a primeira empresa de IA a chegar a um acordo em uma dessas disputas no ano passado, quando pagou US$1,5 bilhão para resolver uma ação coletiva movida por um grupo de autores.

Músicas feitas com inteligência artificial viram alvo do mercado musical

Plataformas digitais de música começaram a tomar medidas contra músicas geradas por IA. O principal caso envolve a Deezer, da qual afirmou que 50% do número de novas faixas enviadas diariamente na plataforma foram completamente geradas por IA, atingindo um pico de 90 mil produções artificiais enviadas por dia.

Em janeiro de 2025, a empresa lançou sua própria ferramenta de detecção de IA, que é utilizada para encontrar músicas artificiais e excluí-las do algoritmo e de recomendações, além de ajudar a combater as streams fraudulentas.

Já o Spotify afirmou que em setembro, lançará uma funcionalidade que identificará ao usuário quais perfis são artificiais, chamados de “Persona IA”.

+ Spotify lança etiqueta para identificar músicas feitas por IA

A expansão das músicas geradas pelos modelos se tornou tão grande no mercado que a Associação Australiana da Indústria Fonográfica (ARIA, na sigla em inglês) informou que faixas criadas por IA não serão mais aceitas nas paradas do país.

(Com informações da Reuters)

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