As principais paradas musicais australianas deixarão de aceitar faixas produzidas inteiramente por inteligência artificial. A decisão foi a nunciada nesta terça-feira (25) pela entidade que representa a indústria fonográfica do país e busca preservar a criação humana no meio artístico.
As principais paradas musicais australianas deixarão de aceitar faixas produzidas inteiramente por inteligência artificial. A decisão foi a nunciada nesta terça-feira (25) pela entidade que representa a indústria fonográfica do país e busca preservar a criação humana no meio artístico.
De acordo com as novas regras, que entrarão em vigor na sexta-feira (28), a música deverá ser “substancialmente criada por humanos” para poder entrar nos rankings de popularidade, informou a Associação Australiana da Indústria Fonográfica (ARIA, na sigla em inglês).
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“Músicas geradas integralmente por IA não poderão entrar nas paradas da ARIA”, afirmou a associação, esclarecendo que suas listas excluirão canções que utilizem inteligência artificial “para gerar a totalidade ou a maior parte dos elementos criativos”.
“Gravações que utilizem IA generativa em um papel secundário continuarão elegíveis”, acrescentou.
A medida reflete a crescente preocupação da indústria musical com o aumento de composições geradas por IA que chegam ao mercado. Em julho, uma versão de Like a Prayer, da Madonna, alcançou o topo das paradas na Austrália, mas foi alvo de represália após a revelação de que foram usadas vozes e sons de bateria gerados por IA.
“Essas mudanças refletem nossa intenção de permanecer dinâmicos e promover a natureza humana da criação artística em um espaço que está, para dizer o mínimo, evoluindo rapidamente”, declarou Annabelle Herd, diretora-executiva da ARIA.
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De acordo com estimativas da Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC) em parceria com a PMP Strategy, até 2028, 24% da receita dos criadores de música estará em risco devido a práticas de criação em massa de músicas com inteligência artificial para ganho de renda através de direitos autorais, com reproduções infladas através de robôs. Esse prejuízo poderia chegar até € 4 bilhões na área, que ultrapassa o valor de R$ 23 bilhões.
Músicas com IA crescem mais e streamings revidam
A plataforma de streaming Spotify anunciou que lançará um novo selo chamado “AI Persona”, que identificará de forma clara produtores de conteúdo criados por essa tecnologia e não por pessoas reais.
Já a Apple Music informou que mais de um terço das novas faixas enviadas a plataforma são criadas integralmente com IA, de acordo com um executivo da plataforma em uma publicação especializada Billboard.
Um relatório da Deezer também mostrou que 50% das novas faixas enviadas diariamente na plataforma foram completamente geradas por IA, atingindo um pico de 90 mil produções enviadas por dia, feitas completamente através de agentes.
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Em janeiro de 2025, a empresa lançou sua própria ferramenta de detecção de IA, que é utilizada para encontrar músicas artificiais e excluí-las do algoritmo e de recomendações.
(Com informações da AFP)
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