- Marjane Satrapi, quadrinista franco-iraniana, morreu aos 56 anos na quinta-feira, 4, deixando um legado de resistência e valorização das mulheres no Irã.
- Persépolis (Quadrinhos na Cia, 2007) narra a infância em Teerã e a luta contra as restrições impostas após a revolução de 1979, com olhar autobiográfico sobre a vida das iranianas.
- Bordados (Quadrinhos na Cia, 2010) aborda o bordado como símbolo de tradição e, ao mesmo tempo, envolve a cirurgia de reconstituição do hímen, retratando relações femininas entre amigas e familiares.
- Mulher, Vida, Liberdade (Quadrinhos na Cia, 2024) reúne artistas para mostrar protestos contra os regimes do aiatolás, destacando a morte de Mahsa Amini e a mobilização subsequente.
Marjane Satrapi, quadrinista franco-iraniana, morreu nesta quinta-feira (4), aos 56 anos. A artista destacou a resistência feminina no Irã em obras que dialogam com a vida cotidiana sob regimes teocráticos. O legado ganhou destaque por revelar experiências de mulheres iranianas após 1979.
Satrapi ficou conhecida mundialmente pelo romance gráfico Persépolis, obra autobiográfica que narra a infância em Teerã e a luta contra as restrições impostas pela revolução islâmica. O livro acompanha mudanças pessoais da autora e impactos na vida das mulheres.
Outro eixo da produção da autora é Bordados, que aborda relações femininas em meio a tradições, com o foco na pressão social sobre o corpo feminino. A narrativa cruza o cotidiano com temas de território, identidade e resistência.
Mais recente, Mulher, Vida, Liberdade reúne obras de diversos artistas para detalhar protestos contra dinastias do aiatolás. O volume parte da morte de Mahsa Amini, em 2022, e descreve a mobilização histórica que se seguiu.
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