O festival Sardinha, Samba & Choro, em Macaé, Rio de Janeiro, atraiu cerca de 10 mil pessoas em sua 11ª edição, promovendo a sardinha como um prato gourmet e destacando sua importância cultural e econômica. Renato Martins, idealizador do evento e fundador do restaurante Ilhote Sul, quer mudar a imagem da sardinha, que é vista como um alimento simples. Ele acredita que o peixe, abundante na região, pode ser preparado de maneiras sofisticadas, como recheado ou em tempurá. O festival, que une a tradição pesqueira local à música, também gera benefícios para a comunidade, envolvendo pescadores e trabalhadores do mercado de peixe. Durante o evento, foram consumidos entre 1.200 e 1.400 quilos de sardinha. Martins, que vem de uma família de pescadores, destaca que a ideia é valorizar o produto local, assim como a sardinha é apreciada em Portugal.
Festival celebra a sardinha como iguaria gourmet em Macaé, atraindo 10 mil pessoas. A 11ª edição do evento “Sardinha, Samba & Choro” consolidou o peixe como símbolo cultural e econômico do município no litoral norte do Rio de Janeiro.
Renato Martins, idealizador do festival, busca desmistificar a imagem da sardinha. O fundador do restaurante Ilhote Sul, com mais de três décadas de experiência em frutos do mar, promove o pescado como um prato versátil e de alta gastronomia.
O evento, realizado em parceria com o Polo Gastronômico de Macaé, une a tradição pesqueira local à rica cultura musical da cidade. Macaé abriga duas escolas de música centenárias, a Lyra dos Conspiradores e Nova Aurora, além de ter sido berço do poeta Benedito Lacerda.
Martins explica que a iniciativa surgiu com a fundação do Polo de Gastronomia. “A proposta do samba e choro vem da raiz musical forte na cidade”, afirma. A sardinha foi escolhida por ser um peixe abundante na região e por sua importância na cultura da pesca.
Apesar de ser um alimento acessível, a sardinha ainda enfrenta preconceito. O chef de cozinha relata que, com a evolução da gastronomia, o peixe ganhou espaço na alta culinária, sendo preparado de diversas formas, como recheado ou em tempurá.
O festival busca mudar essa percepção, mostrando que a sardinha pode ser apreciada como um prato sofisticado. Martins cita o exemplo de Portugal, onde a sardinha é considerada uma iguaria. “A gente está fazendo isso, só que com produto nosso”, ressalta.
O evento gera impacto econômico e social no município. Ao incluir a comunidade local na produção e venda da sardinha, o festival beneficia desde os pescadores até os trabalhadores do mercado de peixe.
Durante o evento, foram consumidos entre 1.200 e 1.400 quilos de sardinha. A paixão pela cozinha e pelo mar é uma tradição familiar para Martins, que é filho de pescador e tem uma filha bióloga que estuda a vida marinha.
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