O Rio de Janeiro tem uma arquitetura rica, com estilos como art nouveau e art déco. Recentemente, a arquiteta Isabella Cavallero descobriu que 33 prédios na cidade têm abrigos antiaéreos da Segunda Guerra Mundial, muitos dos quais foram transformados em estacionamentos ou depósitos. Isabella, que se formou na UFRJ, começou a investigar esses locais durante a pandemia e planeja mostrar suas descobertas em uma exposição. Os abrigos foram construídos em 1942, quando o governo de Getúlio Vargas criou medidas de proteção após romper relações com o Eixo. Um decreto da época exigia que prédios grandes tivessem esses abrigos. Isabella e a antropóloga Ana Catalina Correa criaram o site Bunker Paradies para explorar o tema. A pesquisa identificou locais como o subsolo da Praça dos Expedicionários e da Galeria Menescal, em Copacabana. Um vídeo nas redes sociais gerou interesse, com pessoas enviando novos endereços, mas Isabella enfrenta dificuldades para acessar algumas áreas por falta de autorização. De sete a dezoito de maio, ela participará da mostra “80 anos depois: soldados-cidadãos do Brasil na Segunda Guerra Mundial”, no Forte de Copacabana. O impacto da guerra na arquitetura carioca é discutido em livros como “O Brasil e sua guerra quase desconhecida” e “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”. Os bunkers, que tinham instalações completas, hoje abrigam bicicletários e residências, como o do Edifício Guaracy, na Urca, que é a casa de um porteiro e sua família.
O Rio de Janeiro abriga uma rica herança arquitetônica, incluindo estilos art nouveau e art déco. Recentemente, uma pesquisa da arquiteta Isabella Cavallero revelou que 33 prédios cariocas possuem abrigos antiaéreos da Segunda Guerra Mundial, muitos dos quais foram transformados em estacionamentos ou depósitos.
Isabella, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), investiga esses locais e planeja apresentar suas descobertas em uma mostra. Os abrigos, construídos por volta de mil novecentos e quarenta e dois, são vestígios de como a guerra impactou a cidade. Durante a década de quarenta, após o rompimento de relações diplomáticas com o Eixo, o governo de Getúlio Vargas implementou medidas de proteção, incluindo a construção de bunkers.
O Decreto-Lei 4.098, publicado em fevereiro de mil novecentos e quarenta e dois, exigia que edifícios com mais de quatro andares e área superior a mil e duzentos metros quadrados tivessem abrigos antiaéreos. Isabella, que criou o site Bunker Paradies com a antropóloga Ana Catalina Correa, começou a explorar o tema durante a pandemia. Após se mudar para Berlim, ela se interessou por documentos que indicassem a presença de bunkers no estilo brutalista no Rio.
A pesquisa identificou locais como o subsolo da Praça dos Expedicionários e da Galeria Menescal, em Copacabana. Um vídeo recente nas redes sociais gerou interesse, com pessoas enviando novos endereços. Isabella destaca a dificuldade em acessar algumas áreas devido à falta de autorização dos síndicos.
De sete a dezoito de maio, Isabella participará da mostra “80 anos depois: soldados-cidadãos do Brasil na Segunda Guerra Mundial”, no Forte de Copacabana. O impacto da guerra na arquitetura carioca é abordado em obras como “O Brasil e sua guerra quase desconhecida”, de João Barone, e “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, de Ruy Castro. Os bunkers, que incluíam instalações completas, hoje abrigam bicicletários e residências, como o bunker do Edifício Guaracy, na Urca, que se tornou a casa de um porteiro e sua família.
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