- Lançamento do livro The Look of Wine: Reading Wine Color, de Florence de la Rivière, com preço de £35 e lançamento previsto para abril de 2025.
- A autora defende que a cor é elemento fundamental na avaliação do vinho, indo além de simples pistas visuais para interpretar variedade, produção e identidade.
- O livro aborda cores em três seções — tintos, rosés e brancos — analisadas sob a ótica de uvas, vinhos e produtores famosos, com entrevistas de especialistas como Pascaline Lepeltier, Aubert de Villaine e Pierre Lurton.
- A crítica aponta falhas na tradução, uso de termos como “lady sommelier” e “lady winemaker” e algumas lacunas de conhecimento técnico, como efeitos da fermentação por cachos inteiros e do dióxido de enxofre na cor.
- Mesmo com ressalvas, o texto é elogiado pela parte visual: obra de arte em formato de livro, com fotografia marcante de Jérôme Bryon que enriquece o tema.
O livro The Look of Wine: Reading Wine Color, de Florence de la Rivière, propõe uma leitura diferente sobre a cor do vinho. O título chega pela Abrams em abril de 2025, com preço de 35 libras. A autora defende que a cor é elemento central na avaliação de um vinho, contrasting com a ideia de que ela seria apenas indicativo.
A obra nasceu de uma palestra da autora no Institut des Sciences de la Vigne et du Vin, em Bordéus, e evoluiu a partir de entrevistas com produtores de várias regiões. O livro busca ampliar o vocabulário sobre a aparência do vinho e incentivar o público a observar com mais cuidado a cor no copo.
A estrutura divide-se entre vermelhos, rosés e brancos, explorando tons por meio de variedades de uva, vinhos e produtores famosos. Também traz entrevistas com nomes como Pascaline Lepeltier, Aubert de Villaine e Pierre Lurton, trazendo diferentes perspectivas sobre cor e percepção.
Conteúdo e abordagem
A resenha aponta pontos fortes e limitações, destacando que a tradução apresenta falhas em alguns trechos. Aponta que termos antiquados, como termos de gênero, podem soar desatualizados e trabalhar contra a leitura contemporânea da obra.
O texto sugere que faltam discussões mais técnicas sobre efeitos de fermentação em cachos inteiros e de dióxido de enxofre na cor. Há referências históricas interessantes sobre cor na arte, que, segundo a leitura, poderiam abrir novas frentes de análise.
O livro, mesmo com questionamentos, é apresentado como objeto de arte: uma edição em capa dura, papel grosso e fotografia marcante de Jérôme Bryon, que complementa o tema com imagens de vinícolas, produtores e taças.
A leitura não muda a visão do leitor sobre o papel da cor na experiência do vinho, segundo a resenha. A autora não afirma que a cor define o vinho, mas sustenta que ela pode enriquecer a apreciação e a compreensão visual do líquido.
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