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Corte de orçamento leva Joe Chialo a renunciar ao cargo de senador da cultura em Berlim

Cortes orçamentários no setor cultural geram renúncia em Berlim e ameaçam financiamento de artes na Austrália. O futuro das instituições está em jogo.

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Joe Chialo, o senador da cultura de Berlim, renunciou ao cargo em protesto contra cortes no orçamento que afetam instituições culturais. Ele pediu para ser liberado de suas funções, alegando que os novos cortes prejudicam planos e podem levar ao fechamento de importantes instituições culturais. Chialo havia apoiado cortes anteriores, mas agora considera que as mudanças são excessivas. Na Austrália, um governo que pode ser eleito planeja cortar mais de 10% do financiamento para a Creative Australia, que organiza o pavilhão do país na Bienal de Veneza, e redirecionar esses recursos para apoiar as artes judaicas em Melbourne. A Creative Australia enfrentou críticas após cancelar a seleção de um artista libanês-australiano para a Bienal. O novo governo promete investir em artes judaicas, enquanto o partido opositor também anunciou apoio financeiro para essa área.

Renúncia em Berlim

O senador da cultura de Berlim, Joe Chialo, renunciou ao cargo em protesto contra cortes orçamentários que ameaçam instituições culturais. A decisão foi anunciada em uma declaração onde Chialo pediu ao prefeito da cidade para ser liberado de suas funções. Ele expressou sua insatisfação com os cortes que, segundo ele, interferem em planos e objetivos essenciais para o setor.

Chialo, que era visto como um forte candidato para o ministério da cultura federal, criticou as novas reduções orçamentárias. Ele afirmou que as medidas comprometem a operação de instituições culturais de renome nacional. “As novas cortes interferem profundamente nas exigências profissionais e levam ao fechamento iminente de instituições”, destacou.

Situação na Austrália

Enquanto isso, na Austrália, um governo potencialmente eleito planeja cortar mais de 10% do financiamento para a Creative Australia, que organiza o pavilhão do país na Bienal de Veneza. Os recursos seriam redirecionados para apoiar as artes judaicas em Melbourne. A proposta foi feita pela coalizão de centro-direita, que promete investir R$ 33,2 milhões AUD em iniciativas culturais na região.

A Creative Australia enfrentou críticas após a exclusão do artista libanês-australiano Khaled Sabsabi como representante na Bienal. A coalizão se comprometeu a igualar o investimento de R$ 18 milhões AUD anunciado pelo partido trabalhista, totalizando quase R$ 44 milhões AUD para as artes judaicas. Um porta-voz da coalizão afirmou que a prioridade é financiar a arte em vez da burocracia artística.

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