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Inhotim enfrenta desafios financeiros e busca aumentar público sob nova gestão feminina

Paula Azevedo, nova presidente de Inhotim, busca diversificar receitas e reduzir dependência da Lei Rouanet em meio a desafios financeiros.

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Paula Azevedo é a nova presidente do Inhotim, um museu a céu aberto em Minas Gerais, e está focada em melhorar a sustentabilidade financeira da instituição. Ela quer reduzir a dependência da Lei Rouanet, que atualmente representa 60% do orçamento anual de mais de R$ 90 milhões. Azevedo, que assumiu o cargo há 15 meses, já aumentou o número de patrocinadores de 22 para 65, incluindo a mineradora Vale, que se comprometeu a investir R$ 400 milhões em dez anos. O museu, que tem 520 funcionários e 58 edificações, também enfrenta o desafio de aumentar o número de visitantes, que foi de 335 mil no ano passado, com 60% entrando gratuitamente. Azevedo, que tem experiência em gestão de arte, acredita que é possível alcançar 400 mil visitantes, mesmo que isso não aconteça imediatamente.

Inhotim, o renomado museu a céu aberto em Minas Gerais, passa por uma nova fase sob a liderança de Paula Azevedo, que assumiu a presidência há 15 meses. Azevedo tem como objetivo aumentar a sustentabilidade financeira da instituição e reduzir a dependência da Lei Rouanet, enfrentando desafios como o crescimento no número de visitantes e a gestão de patrocínios.

Três onças habitam as reservas ambientais que cercam Inhotim. Recentemente, uma delas foi avistada por um funcionário, gerando surpresa e humor na presidente. Azevedo, que tem um histórico em gestão cultural, busca agora garantir a perenidade do museu, que se tornará independente de seu fundador, Bernardo Paz, até 2026.

Azevedo destaca que, atualmente, Inhotim conta com um orçamento anual superior a R$ 90 milhões, dos quais 60% vêm da Lei Rouanet. Ao assumir, ela encontrou apenas 22 patrocinadores, número que já cresceu para 65. Entre os novos parceiros está a Gucci, que realiza um jantar beneficente nos jardins do museu. A mineradora Vale é a principal patrocinadora, com um contrato de R$ 400 milhões em dez anos.

A presidente reconhece a importância da Lei Rouanet, mas busca alternativas para diminuir a dependência de recursos públicos. Azevedo também se preocupa com o aumento do público, que em 2022 foi de 335 mil visitantes, sendo que cerca de 60% entraram gratuitamente. Seu objetivo é alcançar 400 mil visitantes, embora reconheça que isso não será imediato.

Azevedo, que tem uma trajetória sólida em instituições de arte, observa que a maioria das diretoras de Inhotim são mulheres, refletindo uma mudança no cenário da liderança cultural. Ela se sente confortável em sua posição e acredita que a diversidade na gestão é um reflexo natural do ambiente.

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