Paulo Nazareth, um artista mineiro, foi barrado ao tentar entrar no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Belo Horizonte porque estava descalço. Ele e sua esposa, Luciana, foram surpreendidos por um funcionário que pediu que ele calçasse sapatos, mas não apresentou nenhuma regra que justificasse a proibição. Nazareth explicou que andar descalço faz parte de sua prática artística e de sua identidade, mas mesmo assim não pôde entrar. Uma semana depois, ele voltou ao CCBB descalço, mas novamente foi impedido de entrar, desta vez por seguranças que alegaram que sua vestimenta não era adequada. Nazareth decidiu fazer uma performance para mostrar a situação, enquanto seus familiares gravavam. O CCBB, após o ocorrido, disse que não há regras que proíbam a entrada de pessoas descalças e que a abordagem não refletiu suas diretrizes. A instituição lamentou o incidente e afirmou que as equipes foram reorientadas sobre as normas de visitação. Nazareth, que é um artista reconhecido, expressou sua frustração com a situação, especialmente em um espaço que deveria promover a inclusão e a cultura.
Paulo Nazareth, artista mineiro, foi barrado ao tentar entrar no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Belo Horizonte, no dia 12 de maio, por estar descalço. O incidente gerou constrangimento e levantou questões sobre as normas de visitação do local. Nazareth, que estava acompanhado da esposa e dos filhos, foi informado por um funcionário de segurança que não poderia adentrar o espaço por violar uma suposta regra.
O artista, conhecido por sua obra que explora questões sociais e raciais, questionou a validade da norma, já que não havia qualquer documento que a respaldasse. Ele destacou que sua escolha de andar descalço está ligada à sua prática artística e à sua identidade cultural. O supervisor que foi chamado para resolver a situação também não apresentou justificativas claras.
Uma semana depois, em 19 de maio, Nazareth retornou ao CCBB descalço e foi novamente impedido de entrar. Durante a abordagem, seguranças alegaram que sua vestimenta não era adequada e reiteraram a proibição de entrar sem sapatos. Nazareth, então, decidiu realizar uma performance, informando o público sobre a situação e mostrando as normas de visitação que não mencionavam a proibição de estar descalço.
O CCBB emitiu uma nota lamentando o ocorrido e afirmou que as equipes de segurança foram reorientadas sobre as normas. A instituição ressaltou que não há restrições quanto ao acesso de pessoas descalças e que a abordagem não refletia suas diretrizes. Nazareth, por sua vez, expressou sua frustração, afirmando que a experiência foi dolorosa, especialmente em um espaço que deveria promover acolhimento e diversidade.
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