O Louvre vai devolver 258 obras da coleção de Adèle de Rothschild à Fondation des Artistes, pois foram encontradas com problemas de inventário. Essa decisão surgiu após uma verificação em 2019, que revelou que essas obras estavam no museu de forma inadequada. Adèle de Rothschild havia doado sua coleção ao governo francês em 1922, com a condição de que seu gabinete de curiosidades fosse mantido intacto. Algumas peças foram levadas ao Louvre logo após sua morte, enquanto outras foram transferidas nos anos 2000. O diretor da Fondation des Artistes, Laurence Maynier, afirmou que a devolução é uma “restituição justa”. Embora tenha havido discussões difíceis sobre a devolução, ele destacou que as obras estavam guardadas e não eram vistas pelo público. O gabinete de curiosidades reabrirá em setembro, e a fundação planeja reintegrar as obras de acordo com o design original de Rothschild. Enquanto isso, algumas peças permanecerão no Louvre por cinco anos para que curadores possam encontrar substitutos adequados. O Louvre também receberá 104 obras que estavam sob a guarda da fundação.
O Museu do Louvre, em Paris, devolverá duzentas e cinquenta e oito obras da coleção da Baronesa Adèle de Rothschild à Fondation des Artistes. A decisão foi tomada após a constatação de que essas peças estavam inadequadamente inventariadas. A devolução é considerada uma “restituição justa” e o gabinete de curiosidades reabrirá em setembro.
A coleção foi doada ao governo francês em 1922, com a condição de que o gabinete de curiosidades permanecesse intacto. Através de um inventário cruzado realizado em 2019, foi descoberto que o Louvre mantinha essas obras, incluindo objetos de arte e arte islâmica, em desacordo com os desejos da baronesa. Laurence Maynier, diretor da Fondation des Artistes, afirmou que a devolução é um passo necessário para respeitar as condições da doação.
Alguns itens da coleção foram levados ao Louvre logo após a doação, enquanto outros foram transferidos no início dos anos 2000. As negociações para a devolução não foram fáceis, com especialistas em patrimônio levantando questões legais e preocupações sobre a visibilidade das obras na fundação. O gabinete de curiosidades da baronesa foi aberto ao público em 2017 e recebe entre dois mil e dois mil e quinhentos visitantes anualmente, um número bem inferior aos oito milhões de visitantes do Louvre.
A Fundação planeja reintegrar as obras de volta ao gabinete conforme o design original da baronesa. Além das obras devolvidas, o Louvre manterá trinta objetos da coleção por cinco anos para permitir a aquisição de substitutos adequados. Em compensação, o museu receberá cento e quatro peças que estavam sob a custódia da fundação.
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