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Cantopop de Hong Kong revela alegria intercultural

Cantopop funciona como ponte entre Hong Kong e a autora, conectando memória, identidade e a história da cidade

‘They were Hong Kong’s biggest rock band, but no one in England knew them’ … Cantopop band Beyond
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  • Emma-Lee Moss, conhecida como Emmy the Great, nasceu em Hong Kong e viveu lá até os 11 anos, quando a família mudou-se para a Inglaterra, antes da devolução de Soberania em 1997.
  • Em 2017, Moss voltou a Hong Kong para escrever seu quarto álbum e mergulhar no Cantopop durante um período de protestos e mudanças políticas.
  • Em My Cantopop Nights, ela conta a história de Hong Kong através do Cantopop, entrelaçando-a com sua própria trajetória artística.
  • O texto apresenta faixas e artistas que marcaram o Cantopop, como Aaron Kwok, Faye Wong, Beyond, Sam Hui, Tat Ming Pair e Anita Mui com Leslie Cheung, conectando memórias pessoais a momentos da cena local.
  • A obra ressalta que a história de Hong Kong se faz também pelo Cantopop, indo além da narrativa tradicional para revelar identidades e memórias da cidade.

Emma-Lee Moss, cantora e compositora conhecida como Emmy the Great, nasceu em Hong Kong e cresceu até os 11 anos, quando a família se mudou para a Inglaterra. Em seu livro My Cantopop Nights, ela narra a paixão pela Cantopop, o pop que mistura referências chinesas e ocidentais, e a ligação com a memória da cidade.

Moss retorna a Hong Kong em 2017 para compor seu quarto álbum, em meio aos 20 anos da transferência de soberania. O período de intensas protestas pró-democracia na cidade influenciou a pesquisa sonora que molda o trabalho, segundo a autora. O texto acompanha sua leitura da história de Hong Kong através das canções cantopop.

Sua seleção de faixas revela a conexão entre a trajetória pessoal de Moss e a memória coletiva de Hong Kong, desde as raízes do Cantopop até a cena indie emergente. O conjunto de músicas é apresentado como mapa de vivências, identidades e encontros entre culturas.

Cantopop como lente de memória

A autora destaca Aaron Kwok, um dos quatro reis celestiais do Cantopop, cuja gravação Love You Endlessly marca o início da carreira. Ela associa a música a uma mudança de vida aos 11 anos, quando adotou um corte de cabelo inspirado no artista ao chegar à Inglaterra.

Faye Wong aparece em duas ocasiões, com Dream Person e One Person Playing Two Roles. Em Dream Person, Moss relembra uma festa em que mergulhou na cultura pop dos anos 90, enquanto a música de Wong revela a influência de artistas ocidentais na cena cantopop e na sua formação.

A faixa do grupo The Wynners, You’re Free, desperta na memória de Moss uma conexão familiar: a canção está ligada a uma história antiga em que o pai colaborou com a banda. O momento reforça a visão de que o Cantopop tem raízes profundas na história da cidade.

Registros icônicos e encontros com a história

Beyond, com Boundless Ocean, Vast Skies, compõe o registro de uma Hong Kong marcada pela ausência de uma figura central após a morte do vocalista Wong Ka Kui em 1993. Moss cita o impacto emocional do ocorrido durante a infância e o estreito atraso de conhecimento entre Hong Kong e Londres.

Sam Hui é apresentado pela autora como um dos precursores da Cantopop moderna, com canções que misturam lirismo, elementos clássicos chineses e humor popular. A descoberta ocorre durante uma estadia adulta em Hong Kong, quando Moss buscava entender melhor sua identidade ligada à cidade.

Tat Ming Pair aparece com The Stars Are So Bright Tonight, ressaltando o caráter experimental e politicamente engajado do grupo. A dupla representa um marco no Cantopop de vanguarda, que questiona o glitter da indústria e defende a autenticidade artística.

Anita Mui e Leslie Cheung aparecem em Yuanfen, associada ao filme Behind the Yellow Line. Moss descreve o conceito de yuanfen como destino que conecta encontros ao longo de vidas passadas, influenciando decisões presentes e reforçando a ideia de Hong Kong como uma identidade em movimento.

Faye Wong retorna com One Person Playing Two Roles, vinculada ao circuito indie de Hong Kong. A faixa, menos comercial, conecta Moss com o que chama de cena independente e com a banda AMK, marcando uma busca por expressões artísticas menos mainstream.

Memória, identidade e continuidade

O conjunto de canções descrito por Moss funciona como um retrato de Hong Kong, mostrando que a história da cidade não se resume a relatos oficiais. A Cantopop, segundo a autora, expressa a convivência entre passado, presente e expectativas para o futuro, mantendo-se uma força de resistência cultural.

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