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Conto inédito de Edith Wharton é publicado após mais de um século

Texto inédito de Edith Wharton, encontrado em arquivos de Yale, é publicado pelo Strand, destacando o retorno da elite à vida pré‑guerra

Edith Wharton, the American novelist, during her early European trip, ca 1885.
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  • Edith Wharton escreveu o conto inédito The Men Who Saved the World, publicado pela primeira vez publicamente no Strand, no que pode ter sido escrito a partir de julho de mil oito cento e dezoito.
  • o manuscrito foi encontrado nos arquivos da autora na universidade yale, em duas typescripts corrigidas, não datadas e consideradas incompletas e não publicadas.
  • a história se passa em um château francês, próximo ao fim da primeira guerra, durante um jantar entre os moradores mais ricos e uma enfermeira jovem chamada Milly Arden.
  • o enredo contrapõe a vida pré-guerra ao horror da guerra, com a personagem Milly relatando os impactos vividos no front.
  • o editor-chefe do Strand, Andrew Gulli, disse que o texto traz paralelos com eventos globais atuais e espera atrair uma nova geração de leitores de Wharton. pesquisadores como Isabelle Parsons contribuíram para a discussão.

A Fundação Edith Wharton revelou uma nova história curta até então inédita da vencedora do Pulitzer, Edith Wharton. intitulado The Men Who Saved the World, o texto foi publicado pela Strand Magazine, revista que já trouxe obras negligenciadas de autores famosos. A obra foi localizada em arquivos da Yale University.

A história foi datada como escrita no mínimo em julho de 1918 e aparece em duas versões corrigidas, não datadas, encontradas na Coleção Edith Wharton no Beinecke Rare Book and Manuscript Library. A trama se passa em um château na França, no fim da Primeira Guerra Mundial, e retrata a burguesia tentando retornar ao período pré-guerra.

A protagonista é Milly Arden, uma jovem enfermeira americana que observa a retomada do estilo de vida privilegiado, ao mesmo tempo em que lida com as marcas da guerra. Wharton, que morreu em 1937, teve experiência direta com hospitais de campanha durante o conflito.

Descoberta e contexto

As peças foram examinadas pela Strand, que já publicou trabalhos anteriores de autores como Raymond Chandler e Graham Greene. Andrew Gulli, editor-chefe da revista, ressalta que a narrativa cruza elegância de salão com a brutalidade do front, em uma crítica sutil ao retorno ao status quo.

A pesquisadora Isabelle Parsons, especialista em Wharton, afirmou que a história oferece um olhar satírico sobre o papel das mulheres na ajuda voluntária durante a guerra. Partes do texto remontam a reflexões da própria autora sobre trauma e memória.

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