Nicolás Maduro, líder da Venezuela, anunciou a antecipação do Natal para 1º de outubro pelo segundo ano consecutivo. A decisão foi divulgada durante seu programa semanal “Con Maduro +” e visa garantir o “direito à felicidade” do povo venezuelano.
A celebração antecipada inclui atividades culturais, canções natalinas e comidas tradicionais. No entanto, a medida ocorre em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos, que não reconhecem Maduro como presidente e o acusam de liderar um cartel de drogas. O governo americano oferece uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à sua captura.
Além disso, Maduro anunciou o envio de 25 mil soldados para proteger a costa venezuelana e a fronteira com a Colômbia, em resposta a operações militares dos EUA na região. A antecipação do Natal em 2023 também levanta questões sobre sua legitimidade, especialmente após um mandado de prisão contra um opositor político no ano anterior, coincidindo com a mesma data.
A Conferência Episcopal Venezuelana criticou a decisão, afirmando que o Natal deve ser celebrado em 25 de dezembro, conforme o calendário litúrgico. Para o pesquisador Vitelio Brustolin, a antecipação do Natal pode ser vista como uma cortina de fumaça para desviar a atenção de questões políticas e da fraude eleitoral.
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