Neste domingo, as igrejas Católica e Ortodoxa celebram a Páscoa na mesma data pela primeira vez em mais de 400 anos. Essa coincidência gerou esperança entre líderes religiosos, como o Papa Francisco, que deseja uma data comum para a celebração no futuro, apesar das desconfianças históricas. A diferença nas datas começou em 1582, quando o Ocidente adotou o calendário gregoriano, enquanto a Igreja Ortodoxa continuou com o calendário juliano. Cada igreja também tem seus próprios métodos para calcular os ciclos lunares e o equinócio. O Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartholomew apoiam a ideia de unificação, mas a proposta enfrenta desafios, como a necessidade de acordos entre as diversas igrejas ortodoxas, especialmente a da Rússia, onde as discussões estão paralisadas por conta do conflito na Ucrânia. Em alguns lugares, como na Finlândia e na Grécia, a celebração conjunta já acontece e promove a harmonia entre as diferentes vertentes do cristianismo.
Igrejas Católica e Ortodoxa celebram Páscoa na mesma data após mais de 400 anos
Após mais de quatro séculos, as igrejas Católica e Ortodoxa celebram a Páscoa no mesmo dia neste domingo (30). A data unificada despertou o desejo de líderes religiosos por uma celebração comum no futuro, apesar de desconfianças históricas entre as duas vertentes do cristianismo.
A divergência na data da Páscoa se mantém desde 1582, quando o Ocidente adotou o calendário gregoriano, enquanto a Igreja Ortodoxa preservou o calendário juliano. Além disso, cada igreja possui métodos próprios para calcular os ciclos lunares e o equinócio, o que gera diferenças nas datas.
O Papa Francisco expressou publicamente seu desejo de unificar a data da Páscoa. Em referência ao 1.700º aniversário do Concílio de Niceia, o pontífice renovou o apelo para que a coincidência sirva como um “sinal” para que os cristãos busquem uma data comum para a celebração.
O Patriarca Ecumênico Bartholomew, líder espiritual dos cristãos ortodoxos, também se manifestou favoravelmente à iniciativa. Ambos os líderes religiosos têm demonstrado uma relação fraterna e colaborativa em prol da unidade cristã.
A discussão sobre uma Páscoa unificada existe desde a década de 1960, mas enfrenta obstáculos relacionados à necessidade de concessões por parte de ambas as igrejas. O Conselho Mundial de Igrejas propôs um compromisso, sugerindo o uso da astronomia moderna e a base do cálculo em Jerusalém.
Apesar do apoio do Papa Francisco, a implementação de uma data comum depende do consenso entre as igrejas ortodoxas autônomas, incluindo a Rússia, onde as discussões estão paralisadas devido ao conflito na Ucrânia. A história de desconfianças entre as igrejas também representa um desafio.
Em alguns locais, como na Finlândia e na Grécia, a celebração conjunta da Páscoa já é uma realidade. Na ilha grega de Syros, um membro da comunidade católica relatou que a celebração unificada promoveu a harmonia e o convívio entre as diferentes vertentes do cristianismo.
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