Mount Athos, uma península na Grécia, é um importante centro de monasticismo ortodoxo há mais de mil anos, com 20 mosteiros, incluindo um russo, um búlgaro e um sérvio. O mosteiro Simonos Petra se destaca por ter monges de várias nacionalidades, como chineses, franceses e sírios, refletindo uma busca espiritual global. O abade Eliseos, que vive no mosteiro desde 1973, afirma que Mount Athos não tem fronteiras espirituais e busca unir as pessoas em harmonia. Monges como o vietnamita Father Isaiah, que chegou em 2006, e o francês Father Makarios, que vive lá desde 1979, também compartilham suas jornadas espirituais, destacando a busca por significado e verdade em suas vidas. Father Serafeim, um sírio-libanês que reside no mosteiro desde 2010, fala sobre a paz espiritual que encontrou em Mount Athos. O mosteiro é aberto a visitantes homens, mas mulheres não podem entrar na península, que é considerada um domínio da Virgem Maria. Simonos Petra, fundado no século XIII, é conhecido por sua arquitetura impressionante e pela diversidade de seus monges, que vêm de diferentes partes do mundo.
MOUNT ATHOS, Grécia — O mosteiro Simonos Petra, localizado na península de Mount Athos, destaca-se por sua diversidade, abrigando monges de várias nacionalidades, incluindo chineses, franceses e sírios. Este mosteiro é um dos vinte que compõem a comunidade monástica autônoma conhecida como Agion Oros, ou Montanha Sagrada, que tem sido um centro de monasticismo ortodoxo por mais de mil anos.
O abade Archimandrite Eliseos, que lidera Simonos Petra desde dois mil, afirma que “Mount Athos espiritualmente não tem fronteiras”. Ele destaca a missão do local de unir pessoas em coexistência pacífica, promovendo relacionamentos verdadeiros e amorosos. A presença de monges de diferentes países não é novidade, mas Simonos Petra abriga a maior variedade de nacionalidades.
Entre os monges, está o padre Isaiah, de cinquenta anos, que nasceu no Vietnã e cresceu na Suíça. Ele chegou ao mosteiro em dois mil e seis, buscando respostas para o significado da vida. “Foi uma busca profunda pela vida espiritual”, diz. O padre Makarios, de setenta e três anos, originário da França, também encontrou em Simonos Petra um espaço de acolhimento após sua busca por verdade e tradição, iniciada em meio aos tumultos de mil novecentos e sessenta e oito em Paris.
Comunidade Diversificada
O mosteiro é um exemplo de como a espiritualidade transcende fronteiras. O padre Serafeim, de quarenta e seis anos, que é sírio-libanês, destaca que “a Montanha Sagrada é um lugar onde se encontra verdadeira paz espiritual”. A vida no mosteiro é marcada por orações e atividades diárias, como cultivo de alimentos e trabalhos manuais, mantendo tradições que perduram por séculos.
Simonos Petra, fundado no século XIII, é considerado uma maravilha da arquitetura bizantina. O mosteiro, que já enfrentou três incêndios devastadores, continua a ser um símbolo de resiliência e acolhimento, recebendo visitantes masculinos de diversas crenças, embora a entrada de mulheres seja restrita. “Estamos abertos a todos que desejam visitar”, afirma Eliseos, enfatizando a inclusão e o respeito à diversidade espiritual.
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