- As Igrejas de Lalibela ficam na Etiópia e são 11 templos escavados diretamente no rocho, a partir de tufo vulcânico, há cerca de 800 anos.
- A construção é incomum: talhada de cima para baixo, sem argamassa, removendo material para criar portas, janelas e colunas.
- Os edifícios são monolíticos, isolados do solo, conectados por trincheiras, com tetos geométricos e drenagem subterrânea; não há uso de cimento.
- O complexo foi concebido pelo rei Lalibela, na dinastia Zagwe, como uma “Nova Jerusalém” para facilitar peregrinações, atraindo milhares de devotos.
- A conservação envolve monitoramento constante e proteção internacional, com coberturas e restaurações apoiadas pela UNESCO para preservar afrescos e relevos da rocha.
As Igrejas de Lalibela, no coração da Etiópia, representam um complexo religioso milenar escavado na rocha. São 11 santuários monolíticos talhados diretamente em tufo vulcânico, sem tijolos ou argamassa, preservados há ~800 anos.
Segundo especialistas, a construção ocorreu de cima para baixo, com blocos de rocha removidos para formar portas, janelas e colunas. As estruturas foram moldadas por artesãos locais sem uso de materiais de junção externa.
O conjunto tem relevância histórica por ter sido concebido como uma nova Jerusalém durante a dinastia Zagwe, para facilitar a prática religiosa. Hoje atraem devotos e pesquisadores, valorizando a engenharia medieval africana.
Estrutura e características
O núcleo do complexo abriga 11 igrejas, distribuídas em grupos conectados por passagens e túneis. A igreja de Bete Giyorgis destaca-se pela planta em cruz e pelo teto bem preservado.
Entre os destaques, Bete Medhane Alem é a maior igreja monolítica do mundo, enquanto Bete Maryam guarda afrescos internos detalhados. Bete Golgotha abriga relíquias religiosas importantes.
Conservação e proteção
A preservação depende de monitoramento constante, pois a rocha é sensível à erosão e à umidade. Coberturas protetoras ajudam a evitar danos causados pelas chuvas. A UNESCO apoia medidas de proteção arqueológica.
Projetos internacionais colaboram na restauração e na durabilidade da rocha escavada, assegurando a integridade histórica do patrimônio etíope.
Relevância atual e estudo
A pesquisa multidisciplinar sobre Lalibela enriquece técnicas de engenharia civil e práticas de construção sustentável. O complexo demonstra como saberes tradicionais podem inspirar soluções contemporâneas na arquitetura.
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