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Visita a presídio ajudou a enfrentar alcoolismo e depressão

Visita semanal a penitenciária feminina em 2014 ajudou a superar alcoolismo e depressão; conversas com carcereiro alcoólatra e participação em Alcoólicos Anônimos marcaram a recuperação

Quatro figuras humanas estilizadas em cores suaves. Duas pessoas apertam as mãos ao centro, enquanto outras duas caminham em direções opostas. Fundo com formas geométricas translúcidas em tons de azul, laranja, verde e bege.
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  • Em 2014, a autora, lidando com depressão e alcoolismo, acompanhava um médico amigo em visitas a uma penitenciária feminina.
  • Ela vivenciou o processo de entrada, a revista e a desconfiança inicial dos guardas, que se dissipava quando o médico estava presente.
  • No local, manteve contato com um carcereiro que era alcoólatra; ele contou ter parado de beber, descreveu a rotina e o cuidado com as detentas.
  • Também conversou com detentas que aguardavam atendimento; uma delas questionou se a autora não queria ser mãe, gerando reflexões sobre escolhas de vida.
  • A experiência levou à compreensão de que a liberdade de viver sem álcool depende da própria mudança; a autora agradece ao médico pela ajuda, dizendo que se salvou.

O relato descreve uma experiência ocorrida em 2014, quando uma freelancer em processo de recuperação do álcool acompanhava visitas de um médico amigo a uma penitenciária feminina. O objetivo era compreender o funcionamento das visitas médicas dentro do complexo prisional.

Durante as visitas, a autora ficou próxima de um carcereiro responsável pela organização dos atendimentos. As conversas com esse profissional, que também enfrentava a bebida, tiveram impacto significativo no seu processo de reflexão sobre a dependência.

A rotina ocorria semanalmente, das 9h ao meio-dia, com pausa para o almoço quando os cheiros das refeições começavam a percorrer o espaço. O médico costumava estar ocupado, mas o suporte do carcereiro era constante nos momentos de espera.

Experiência na penitenciária

Entre as detentas, a autora presenciou um grupo que se reunia para a oração da serenidade, prática associada aos Alcoólicos Anônimos. A convivência ressaltou a ideia de que a mudança é possível mesmo em condições desafiadoras, segundo a narrativa.

A visitante relatou que, naquele ambiente, entendeu melhor o conceito de liberdade obtida pela ausência de álcool. A percepção do que significa viver sem dependência ganhou clareza ao longo das segundas-feiras de visitas.

Essa semana, a autora agradeceu ao médico pela ajuda recebida na época, destacando que a transformação ocorreu com esforço próprio. A mensagem reforçou o papel da rede de apoio na recuperação e na reflexão sobre o passado.

Impacto e desdobramentos

A experiência levou a uma compreensão mais profunda sobre a relação entre dependência, contexto social e cuidado médico. O relato aponta que o apoio terapêutico pode ocorrer fora de consultórios tradicionais e, às vezes, em ambientes inesperados.

A narrativa também enfatiza a importância de redes de apoio, como familiares, profissionais de saúde e grupos de apoio, na trajetória de recuperação. A autora afirma ter alcançado avanços significativos desde então, mantendo o foco na saúde e no bem-estar.

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