- O Tapa na Cara, esporte originado na Rússia, está se popularizando no Brasil através de Zuluzinho, campeão mundial em 2020.
- Zuluzinho, filho do ícone do MMA Rei Zulu, conheceu a modalidade em um evento na Rússia e deseja promover competições no Brasil.
- As lutas consistem em cinco tapas por atleta, com o objetivo de nocautear o adversário ou acumular pontos, sem tempo pré-determinado.
- O Brasil ainda não possui uma federação nacional ou campeonatos oficiais, e Zuluzinho trabalha na criação de um “Brasileirão” para a modalidade.
- Apesar do crescimento, muitos atletas enfrentam condições precárias de treinamento e a necessidade de uma estrutura adequada para o desenvolvimento do esporte.
O Tapa na Cara, um esporte que teve origem na Rússia, está ganhando espaço no Brasil através de Zuluzinho, um brasileiro de 46 anos e campeão mundial em 2020. O atleta busca popularizar a modalidade no país, enfrentando desafios como a falta de campeonatos oficiais e estrutura de treinamento.
Zuluzinho, filho do ícone do MMA Rei Zulu, foi introduzido ao Tapa na Cara durante um evento na Rússia, onde enfrentou o temido Vasily Kamotsky. Ele recorda que, mesmo nervoso, conseguiu se destacar ao sorrir após receber os primeiros golpes. Essa experiência o motivou a se tornar um embaixador do esporte no Brasil.
As lutas de Tapa na Cara consistem em cinco tapas por atleta, onde o objetivo é nocautear o adversário ou acumular pontos. O combate não tem tempo pré-determinado e os lutadores têm até 30 segundos para se recuperar entre os golpes. As regras são rigorosas, e a avaliação dos golpes considera a técnica e o impacto.
Crescimento e Desafios
Apesar do crescimento do Tapa na Cara, o Brasil ainda carece de uma federação nacional consolidada e campeonatos oficiais. Zuluzinho está trabalhando na criação de um “Brasileirão” da modalidade, enquanto competições amadoras servem como plataforma para novos talentos. Atualmente, as bolsas para atletas variam entre R$ 300 e R$ 3 mil, dependendo da experiência.
O Power Slap, torneio de Tapa na Cara criado por Dana White, é o maior evento do mundo, atraindo ex-lutadores e celebridades. No Brasil, a prática ainda é incipiente, com muitos atletas treinando em condições precárias e sem um calendário definido. Zuluzinho destaca a necessidade de uma estrutura adequada para o desenvolvimento do esporte.
A modalidade, que já conta com adeptos em países como Estados Unidos e Polônia, enfrenta preconceitos, mas Zuluzinho acredita que o Tapa na Cara pode se consolidar como uma alternativa viável para atletas que buscam reconhecimento. O futuro do esporte no Brasil depende da organização e do apoio à formação de novos lutadores.
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