O sono é apontado como um determinante essencial para a performance esportiva, segundo o médico Arthur Feltrin. Ele afirma que, além de treino estruturado e alimentação adequada, o descanso de qualidade impulsiona resultados físicos, cognitivos e metabólicos.
Durante o sono, o corpo ativa processos biológicos cruciais, como a liberação de hormônios de crescimento e testosterona, além da recuperação muscular, reposição de energia e regulação inflamatória. Feltrin destaca que a recuperação acontece principalmente na fase de repouso.
A privação de sono, mesmo parcial, já impacta o desempenho: menos força e potência, pior coordenação, maior percepção de esforço e queda de desempenho cognitivo. Uma única noite mal dormida pode reduzir a eficiência do treino e aumentar o risco de lesão.
O horário das atividades também influencia a qualidade do sono, por meio do ritmo circadiano. Em geral, a performance é mais alta no final da tarde, mas treinos próximos da hora de dormir podem dificultar o adormecimento. Pela manhã, exercícios ajudam a regular o ciclo, enquanto à noite, atividades mais leves são preferíveis.
Nesse contexto, o sono deixa de ser apenas uma pausa e passa a ter papel estratégico na rotina de treino. Feltrin ressalta que a performance depende da recuperação adequada na noite anterior, sendo um pilar importante para saúde, longevidade e evolução esportiva.
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