A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou nesta segunda-feira (27), o Theatro da Paz, em Belém, e o Teatro Amazonas, em Manaus, como patrimônios mundiais. “Uma nova linguagem arquitetônica, simultaneamente amazônica e cosmopolita.” Assim afirmou a Unesco em seu comunicado, resumindo a singularidade dos dois teatros. O […]
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou nesta segunda-feira (27), o Theatro da Paz, em Belém, e o Teatro Amazonas, em Manaus, como patrimônios mundiais.
“Uma nova linguagem arquitetônica, simultaneamente amazônica e cosmopolita.” Assim afirmou a Unesco em seu comunicado, resumindo a singularidade dos dois teatros.
O reconhecimento foi além das duas estruturas e se ampliou para a Praça da República, na capital paraense, e o Largo de São Sebastião, na capital do Amazonas, duas praças públicas localizadas em frente a cada um dos teatros.
Conheça os dois teatros mais clássicos da Amazônia
As construções foram feitas na “Idade de Ouro” amazônica, vivida entre o final do século XIX e o início do XX, graças à febre da borracha. O período enriqueceu a Amazônia devido à extração do látex, cuja demanda foi impulsionada pela Revolução Industrial e pela indústria automobilística.
Fundado em 1878, o Theatro da Paz foi a primeira casa de espetáculos da região amazônica, construída na cidade de Belém, no Pará. Com dezenas de obras de arte em seu interior e uma arquitetura neoclássica, sua estrutura é composta por uma grande sala de espetáculos em formato de ferradura, com capacidade para 900 pessoas, além de um salão nobre decorado com afrescos do italiano Domenico de Angelis.
O teatro conta com visitas guiadas que oferecem maior imersão na história do local. Com duração média de 45 minutos, o passeio pode ser feito todos os dias da semana, com ingressos a partir de R$ 5.
De acordo com a Unesco, o local “afirmou o papel estratégico da cidade de Belém como porto e capital do Estado”.
Localizado no centro de Manaus, o teatro amazonense foi inaugurado em 1896 e tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966. Com estilo arquitetônico renascentista, o edifício conta com uma cúpula na área externa, feita a partir de 36 mil peças nas cores da bandeira brasileira, todas importadas da França.
Assim como o Theatro da Paz, a estrutura conta com uma sala de espetáculos, com capacidade para 684 pessoas, e um salão nobre, com uma pintura também feita por Domenico de Angelis, chamada de “A glorificação das Bellas Artes da Amazônia”.
O local também abriga um museu, que possui maquetes de ópera e itens do bailarino Marcelo Mourão Gomes. A visita guiada pode ser realizada de terça-feira a domingo, com ingressos a partir de R$ 10.
O teatro também foi utilizado para a gravação do filme Fitzcarraldo (1982), do diretor alemão Werner Herzog.
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