A <strong>Europa</strong> enfrenta dias decisivos para controlar <strong>incêndios florestais</strong> antes da chegada de uma <strong>onda de calor</strong> que pode atingir <strong>40ºC</strong>. As chamas devastaram áreas próximas a <strong>Madri</strong>, na <strong>Espanha</strong>, e o sudoeste da <strong>França</strong>, onde milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.
A Europa enfrenta dias decisivos para controlar incêndios florestais antes da chegada de uma onda de calor que pode atingir 40ºC. As chamas devastaram áreas próximas a Madri, na Espanha, e o sudoeste da França, onde milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas.
Segundo autoridades espanholas, o avanço dos incêndios de proporções históricas desacelerou nesta segunda-feira (27). O objetivo agora é estabilizar o perímetro das chamas antes da onda de calor prevista para começar na quarta-feira (29), que deve elevar o risco de incêndios a níveis extremos.
Os incêndios avançaram rapidamente sobre a vegetação seca, em meio a sucessivas ondas de calor desde maio e à falta de chuva. O fogo já atingiu dezenas de milhares de hectares e obrigou 75 mil pessoas a deixar casas ou locais de veraneio.
Além dos focos nos arredores de Madri, há outro incêndio no leste do país, na província de Castellón, para onde viajou nesta segunda-feira (27) o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez. Em Cebreros, a cerca de 100 quilômetros de Madri, o céu está coberto por fumaça branca, e o cheiro de queimado ainda domina a região.
+Incêndios na Espanha consumiram área similar a de Belo Horizonte
França enfrenta semanas difíceis
Do outro lado dos Pirineus, a França combate, às portas de Bordeaux, um dos seus piores incêndios desde o fim da Segunda Guerra Mundial. As chamas já devastaram 42 mil hectares e obrigaram a evacuação de 220 mil pessoas.
O megaincêndio na costa atlântica ainda “não está controlado”, afirmou o ministro do Interior, Laurent Nuñez. Ele pediu “prudência” diante das ondas de calor que ameaçam a região nesta semana.
“As próximas semanas serão difíceis e temos de aguentar”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, durante visita a bombeiros. Ele também afirmou que será preciso “reconstruir uma floresta diferente” para adaptá-la às mudanças climáticas.
Segundo cientistas, as florestas entram em combustão com mais facilidade porque a vegetação e os solos europeus estão secos há meses. A seca foi agravada pelas mudanças climáticas e pelas ondas de calor excepcionais registradas recentemente.
+“O fogo te devora”, diz morador evacuado pelo incêndio na Espanha
Portugal desponta como novo foco dos incêndios
Vários incêndios foram declarados no norte e no centro de Portugal, mobilizando mais de mil bombeiros na tarde desta segunda-feira (27), apoiados por cerca de 20 aviões e helicópteros, informaram os serviços de defesa civil. Os focos mais ativos foram registrados nas regiões de Santarém, Guarda, Braga e Bragança, e afetam principalmente áreas de matagal, segundo equipes de resgate.
Em meio às ondas de calor, o risco de incêndio é considerado “máximo ou muito elevado” em quase todo o país, exceto em algumas áreas do litoral, onde segue “elevado ou moderado”, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Relativamente pouco afetado nas últimas semanas, Portugal havia registrado há aproximadamente um mês seus primeiros incêndios importantes do verão, período marcado por uma forte onda de calor.
O mais grave deles, no distrito de Viseu, devastou uma área equivalente a mais de 18 mil campos de futebol, o que levou Lisboa a pedir ajuda ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Devastado todos os verões por incêndios florestais, Portugal segue marcado pela lembrança dos incêndios de 2017, que causaram mais de uma centena de mortes.
A Península Ibérica está particularmente exposta aos efeitos das mudanças climáticas, responsáveis por ondas de calor mais frequentes e secas prolongadas. Nos últimos dias, Portugal participou dos esforços europeus de combate a incêndios enviando reforços, especialmente para França e Espanha.
Com informações da AFP
Entre na conversa da comunidade