Incidentes de Drones na Europa
Nos últimos meses, a Europa tem enfrentado uma série de incidentes envolvendo drones não identificados sobrevoando países como Dinamarca e Polônia, causando preocupação e levando ao fechamento temporário de aeroportos. Estes incidentes têm sido atribuídos a atividades de espionagem ou sabotagem, com suspeitas de envolvimento russo.
Investigação de Petroleiro Francês
A França está investigando um petroleiro sob suspeita de estar ligado à Rússia e de ter sido usado como plataforma de lançamento para os drones que sobrevoaram a Dinamarca. O petroleiro, chamado Boracay, foi interceptado pela Marinha Francesa e está sendo investigado por não ter conseguido justificar sua nacionalidade e por se recusar a cooperar. O navio estava navegando da Rússia para a Índia, mas foi desviado para a França enquanto as investigações continuam.
Suspeitas de Espionagem
Copenhagen e Aalborg, na Dinamarca, foram fechados temporariamente após avistamentos de drones em 22 e 24 de setembro. Nenhum drone foi abatido, e as investigações ainda não identificaram os responsáveis. Uma linha de investigação sugere que os drones foram lançados de navios próximos à Dinamarca, dando pouco tempo de resposta ao exército dinamarquês.
Outros Navios Suspeitos
Investigações da mídia dinamarquesa identificaram dois outros navios comerciais, o Astrol-1 e o Oslo Carrier-3, navegando na região no momento dos incidentes. Além disso, um navio de guerra russo, o Aleksandr Shabalin, foi filmado por um tabloide dinamarquês ao sul de Langeland, no oeste do Báltico.
Reações e Medidas de Segurança
A Dinamarca e outros países europeus estão adotando medidas de segurança contra drones. Uma reunião da Comunidade Política Europeia está programada para discutir a criação de uma “barreira de drones” para conter as ameaças. Vários países, incluindo o Reino Unido, já implantaram defesas anti-drones para ajudar a Dinamarca.
Sanções e Propriedade
O Boracay está sujeito a sanções econômicas do Reino Unido, da UE e de outros países. O Reino Unido afirmou que o petroleiro, então chamado Varuna, faz parte da frota sombria da Rússia, envolvida no transporte de petróleo ou produtos petrolíferos originários da Rússia para um terceiro país. A frota sombria é um termo usado para navios cuja propriedade é difícil de rastrear ou que são identificados de forma enganosa, mas são usados pela Rússia e outros países para negociar petróleo e outros bens clandestinamente, muitas vezes para evitar sanções econômicas.
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