O procurador-geral de Honduras, Johel Zelaya, pediu à Atic, às agências de segurança e à Interpol que executem o mandado de prisão internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández, após seu indulto concedido pelos EUA. A medida pode abrir caminho para nova extradição.
Zelaya informou à população que deu instruções à Atic e reforçou o pedido aos parceiros internacionais para cumprir a ordem. Hernández foi condenado nos EUA por tráfico de drogas e uso de recursos para esse fim, e deixou o cargo hondurenho em 2022.
Contexto eleitoral e desdobramentos
A decisão ocorre em meio à disputa eleitoral em Honduras entre as candidaturas de Asfura e Nasralla, com a apuração de votos ainda em andamento. A vitória de Asfura, que recebe apoio de setores conservadores, pode influenciar o cenário político.
Trump autorizou o indulto semanas antes das eleições de 2023, gerando controvérsia interna e externa. Hernández foi libertado em 1º de dezembro, após o indulto de 28 de novembro. Ele cumpria 45 anos de prisão em Nova York por tráfico e comércio ilegal de armas.
Contexto do processo e implicações
Hernández foi detido em Tegucigalpa em fevereiro de 2022, após pedido de extradição dos EUA. A extradição foi autorizada e ele foi enviado ao país norte-americano naquele ano. O caso envolve também outras acusações ligadas a desvio de verbas públicas para campanhas de 2013.
A iniciativa atual do PGR pode reabrir discussões sobre o destino legal de Hernández e possíveis implicações para a política hondurenha. A avaliação de autoridades locais e internacionais permanece em curso.
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