O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores foram indiciados pelos tribunais dos Estados Unidos, conforme anunciou a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, neste sábado. A indicação envolve o Distrito Sul de Nova York. A prisão ocorreu durante uma operação militar, confirmada pelo governo americano.
Segundo Bondi, a dupla enfrenta acusações relativas a narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de armas de fogo e explosivos, além de conspirações associadas aos EUA. Não foram detalhadas todas as acusações contra Cilia Flores pela autoridade. A defesa de Maduro não comentou de imediato.
Bondi afirmou que Maduro e Flores deverão enfrentar a Justiça em território americano, sem fornecer cronograma específico. A procuradora-geral agradeceu ao presidente Donald Trump e às Forças Armadas pela operação de captura, descrita como bem-sucedida.
Reações e desdobramentos
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país, qualificando o ataque como vil e covarde. Padrino pediu ajuda internacional para lidar com a situação.
Ataques navais no Caribe foram relatados nos meses recentes, com resposta de Estados Unidos envolvendo navios da área. Observadores avaliam que o caso pode ampliar tensão entre Caracas e Washington, além de impactar a relação entre Venezuela e aliados regionais.
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