O governo dos EUA avalia maneiras de reduzir rapidamente a produção de petróleo da Venezuela, incluindo a possibilidade de suspender sanções que hoje limitam o acesso do país a equipamentos de exploração e tecnologias para aumentar a produção. A iniciativa envolve o Departamento de Interior e autoridades da administração Trump.
O secretário de Interior, Doug Burgum, afirmou que algumas ações poderiam ser implementadas com rapidez, destacando o potencial econômico dessas medidas para o setor. A declaração foi feita durante entrevista a uma rede de televisão americana.
A administração pretende realizar uma reunião com executivos do setor de petróleo ainda nesta semana, segundo uma fonte de Reuters. A agenda envolve o secretário de Energia, Chris Wright, que tem participação marcada em evento financeiro em Miami; o chefe da ConocoPhillips participará de comentários fechados.
Donald Trump indicou, em entrevista à NBC News, que a indústria norte-americana poderia ampliar operações na Venezuela em menos de 18 meses, com possível apoio de subsídios. A ideia inclui investimentos significativos por parte das petroleiras.
Em outro momento, o ex-presidente ressaltou que maior produção venezuelana poderia reduzir os custos de energia para os EUA, dizendo que há muito óleo disponível para exploração.
Desafios e ceticismo
Analistas apontam que a infraestrutura venezuelana deteriorada requer investimentos bilionários e prazos longos para reverter a situação. O óleo venezuelano é espesso e pesado, demandando equipamentos especializados para extração, transporte e refino.
Especialistas apontam que, mesmo com suporte externo, aumentos expressivos da produção nos próximos anos dependem de mudanças institucionais e de tempo para recuperar a capacidade de campo. Consultados apontam faixa de crescimento modesto nos próximos 12 meses.
Presença de empresas americanas
A Chevron é a única grande empresa norte-americana operando nos campos venezuelanos no momento. Exxon Mobil e ConocoPhillips tiveram presença histórica, mas seus projetos foram nacionalizados há quase duas décadas. O Departamento de Energia dos EUA não comentou o assunto.
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