Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Partido islâmico avança em Bangladesh, preocupa setores moderados

Jamaat-e-Islami amplia base no Bangladesh ao se apresentar como alternativa reformista, com ações sociais e discurso inclusivo, preocupando moderados

Shafiqur Rahman, Ameer (President) Jamaat-e-Islami, poses for a photograph after an interview with Reuters, in Dhaka, Bangladesh, December 31, 2025.
0:00
Carregando...
0:00

O Jamaat-e-Islami, maior partido islamista de Bangladesh, está renovando sua imagem e ganhando espaço político antes das eleições parlamentares previstas para 12 de fevereiro. O partido busca ampliar apoio entre eleitores moderados e minorias, após anos de oposição à independência e exclusão eleitoral.

A guinada começou após um levante estudantil e popular em 2024, que levou ao banimento da primeira-dama governista. Desde então, a Jamaat aposta em ações de bem-estar, campanhas de saúde e ajuda a famílias atingidas por desastres, buscando ampliar sua base de apoio.

A mudança também inclui uma retórica pública mais inclusiva. A Jamaat sustenta que representa uma política construtiva e combate a corrupção, com foco em serviços sociais. Analistas veem nessa estratégia um esforço para melhorar a imagem diante de eleitores descontentes com o governo.

A formação de alianças faz parte da estratégia. A Jamaat se associou à NCP, ampliando a participação em candidaturas, com planos de disputar 179 cadeiras em 300 vagas, e distribuir 74 vagas entre aliados. A coalização busca ampliar margem de votos.

No cenário eleitoral, a Jamaat abriu espaço para discussões sobre minorias. Pela primeira vez, o partido indicou um candidato hindu e afirmou defender direitos iguais de mulheres, mesmo sem apontar candidatas para as 300 vagas via lista. Começou, ainda, a falar de democracia guiada por princípios islâmicos.

A notícia sobre a trajetória da Jamaat gerou críticas entre organizações de mulheres e líderes de minorias. Críticos afirmam que promessas de empoderamento podem ser usadas para fins eleitorais, enquanto a base de apoio conserva reservas sobre mudanças no dogma.

Em contexto, grupos islâmicos têm ganhado protagonismo desde a saída de Hasina. Incidentes contra minorias, como ataques a santuários hindus, elevaram temores de maior vulnerabilidade. O governo interino prometeu endurecer a atuação policial e proteger minorias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais