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Juiz francês convoca dois franceses-israelenses por cumplicidade em genocídio

Magistrado francês cita duas cidadãs franco-israelenses por suposta cumplicidade em genocídio ao tentar bloquear entrega de ajuda humanitária a Gaza; mandados de comparência emitidos

An aid truck at the border of the Gaza Strip in 2024. Israel restricted aid shipments into the territory during the war.
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A magistratura francesa abriu mandados de comparência para duas nacionais franco-israelenses, em uma investigação por possível complicidade em genocídio. Os mandados, emitidos em julho, envolvem a suposta tentativa de bloquear a entrega de ajuda humanitária a Gaza. As informações foram veiculadas por veículos franceses e pela AFP.

Os mandados exigem que Nili Kupfer-Naouri e Rachel Touitou se apresentem perante um magistrado. A medida não prevê prisão automática, mas permite detenção após depoimento. A investigação é conduzida pela central de crimes contra a humanidade e hate crimes da França, sem necessidade de aprovação do Ministério Público antiterrorista.

Kupfer-Naouri pertence ao Israel é Forever, grupo ligado a ações de apoio a Israel, conforme apuração. Touitou atua com o coletivo Tsav 9, identificado por opositores de bloqueios a convoys de ajuda durante o conflito, segundo informações veiculadas pela imprensa.

Contexto legal e desdobramentos

Em 2024, autoridades dos Estados Unidos classificaram o Tsav 9 como grupo extremista violento e impuseram sanções por bloqueio e intimidação de convoys humanitários; as sanções foram posteriormente retiradas durante a gestão seguinte. A análise de Ga za apontou restrições de remessas de ajuda por parte de Israel durante o conflito, agravando a crise humanitária.

As acusações derivam de que bens de ajuda a Gaza teriam sido alvo de obstrução, o que, na visão dos denunciantes, configura participação direta em genocídio. Os autos indicam que a denúncia inicial foi apresentada pelo Palestinian Centre for Human Rights, junto a Al-Haq e Al Mezan, organizações de direitos humanos.

Os mandados também abrem possibilidade de investigações contra outros envolvidos, com fontes próximas à apuração citando potenciais mandados para mais cerca de 10 pessoas. A defesa das partes envolvidas assegura que as acusações são políticas, enquanto a imprensa observa o enquadramento jurídico de crimes contra a humanidade.

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