O governo dos Estados Unidos avalia usar pequenos reatores nucleares para a era da IA, mas o descarte do combustível usado segue o método de enterrá-lo. Não há um poço suficientemente profundo existente para receber toda a baga de resíduos. O estoque chega a aproximadamente 100 mil toneladas, armazenadas em usinas e outros locais.
Para lidar com o impasse, o Departamento de Energia apresentou uma proposta: estados voluntários para sediar um repositório geológico permanente para o combustível gasto. O plano faz parte de um conjunto de instalações que incluiria novos reatores, reprocessamento e centros de dados.
Estudos indicam que os SMRs devem gerar volumes de resíduos semelhantes aos dos reatores atuais, ou até maiores, por unidade de energia. O desafio é ampliar locais com infraestrutura para armazenar o material de forma segura a longo prazo.
O que envolve o caminho até um repositório permanente
Algumas empresas já disseram ter interesse, outras ponderam avanços tecnológicos que melhorem o reprocessamento, ainda que reconheçam a necessidade de um depósito permanente. A possibilidade de reprocessar combustível continua em debate entre autoridades e operadores.
A gestão de resíduos envolve também a viabilidade de reprocessamento, considerado por alguns como forma de reduzir volumes. Especialistas, porém, questionam se seria viável incluir essa prática nos novos campus nucleares.
Situação internacional e prazos
Atualmente, a maior parte do combustível usado permanece armazenada no local, em piscinas de resfriamento e em anteparas de concreto e aço. Países como Finlândia avançam na construção de repositório permanente, com operação prevista para breve.
Em outros países, projetos em andamento pretendem abrir operações a partir da década de 2030 ou 2040, sempre com licenças de segurança e inspeções técnicas. O objetivo é garantir armazenamento seguro por séculos.
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