Na sexta-feira, em Islamabad, milhares de pessoas se reuniram para iniciar o enterro das 31 vítimas do atentado a uma mesquita xiita. O ataque ocorreu no complexo Khadija Tul Kubra Imambargah, na periferia da capital paquistanesa. Um homem abriu fogo e, em seguida, detonou uma bomba, matando-se e ferindo mais de 170 pessoas.
As autoridades confirmaram que o ataque foi praticado por um suicida. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade, por meio de mensagem divulgada no aplicativo Telegram. O episódio elevou as preocupações com novas ações violentas na região.
Que aconteceu, quem está envolvido e onde
As cerimônias fúnebres foram realizadas em área aberta próxima à mesquita, com forte aparato de segurança, incluindo policiais e uma unidade de comandos de elite. Milhares de moradores acompanharam as homenagens, enquanto os caixões eram levados aos locais de sepultamento.
O governo informou que está rastreando facilitadores e responsáveis pelo ataque. Alguns feridos permanecem em estado crítico, recebendo atendimento médico de alta qualidade. O responsável pelo desempenho das forças de segurança reiterou o empenho na apuração.
Contexto e reações
O Ministério da Defesa indicou que o suicida tinha histórico de viagens ao Afeganistão. O ministro Khawaja Asif atribuiu o ataque a suposta tutela do Afeganistão a partir da Índia, sem apresentar evidências públicas. Nova Délhi rejeitou as acusações e condenou o ataque.
Grupos xiitas são alvo de violência sectária no Paquistão, país com cerca de 241 milhões de habitantes. Historicamente, a violência tem sido promovida tanto por redes extremistas quanto por tensões sectárias internas.
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