A série de protestos que começou no final de dezembro na Iran tomou proporções nacionais, com forças de segurança enfrentando manifestantes. Na virada de 8 para 9 de janeiro de 2026, relatos indicam ações classificadas como repressivas em diversas cidades, incluindo Isfahan, enquanto o governo bloqueou parte da internet.
Pelo menos 11 cristãos foram confirmados mortos pela organização Article 18, ligada à liberdade religiosa, entre as dezenas de fatalidades do protesto. Familiares reclamam que autoridades teriam resistido a liberar corpos sem pagamentos. As informações chegam após uma queda de conectividade que dificultou a verificação de dados.
Mohsen Rashidi, cristão convertido e pai de três filhas, foi atingido ao tentar retornar a um amigo caído, numa ação já descrita por testemunhas. Segundo Mansour Borji, diretor da Article 18, houve prisões em grande escala e relatos de recusa de atendimento médico a feridos.
Desdobramentos da repressão e relatos de vítimas
Relatos indicam que a contagem de mortes varia consideravelmente. Autoridades iranianas anunciaram cerca de 3.100 óbitos, enquanto oficiais de saúde questionados por Time sugeriram números superiores a 30.000 a título não verificado. O balanço é objeto de controvérsia internacional.
Analistas apontam que a onda de prisões de 2025 se manteve em 2026, com centenas de médicos, advogados e líderes religiosas entre os detidos. Organizações de direitos humanos apontam que dezenas de milhares foram detidas ou feridas, em meio a uma internet lenta ou indisponível.
O sonho de intervenção externa permanece incerto. Grupos cristãos no exterior relatam expectativa de que os EUA respondam de forma mais firme, enquanto autoridades americanas indicaram disposição para discussões com o regime sobre várias questões, incluindo mísseis balísticos.
O contexto internacional envolve também tensões regionais, com deslocamentos de navios e exercícios militares na região. A situação humanitária agrava-se com relatos de busca por familiares, dificuldade de comunicação e dificuldades no acesso a serviços médicos.
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