A atriz albanesa Anila Bisha acionou o Tribunal Administrativo da Albânia para pedir a suspensão do uso de sua imagem na chamada ministra criada por IA. A medida foi comunicada nesta quarta-feira, 11, no país. O objetivo é impedir que a imagem seja utilizada pela figura digital denominada Diella, apresentada como ministra com poder de decisões sobre licitações públicas.
A nomeação ocorreu em setembro, quando o primeiro-ministro Edi Rama anunciou Diella, descrita como uma ministra gerada por inteligência artificial para atuar em assuntos de combate à corrupção. A iniciativa foi apresentada como um símbolo de transparência e modernização administrativa.
Bisha afirma que assinou apenas um contrato para permitir o uso de sua imagem no âmbito do assistente virtual do portal E-Albania, voltado para serviços públicos online. Segundo ela, o acordo não autorizava a aplicação de sua imagem na ministra digital. A atriz também sustenta que a Agência Nacional da Sociedade da Informação registrou patente relacionada à sua imagem e voz sem prévia comunicação.
Ela disse que esperou por um acordo amigável, mas não recebeu resposta das autoridades e, por isso, procurou a Justiça. Em entrevista à AFP, a atriz citou que o contrato firmado era válido até 31 de dezembro de 2025 e que não autorizava o uso para Diella, a ministra.
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