Canada aprovou novas categorias de prioridade no sistema de imigração Express Entry, visando atrair trabalhadores qualificados em áreas como pesquisa, saúde, aviação e recrutamento militar específico. A medida também inclui profissionais estrangeiros da área militar recrutados pelas Forças Armadas canadenses.
As mudanças, anunciadas nesta quarta-feira, seguem objetivos do governo de reduzir a dependência de mão de obra dos Estados Unidos e fortalecer capacidades de defesa do país. As propostas fazem parte de um conjunto de medidas para manter a imigração em níveis sustentáveis, ao mesmo tempo em que atendem à carência de trabalhadores em setores críticos.
Segundo o Ministério da Imigração, as novas categorias visam atrair talento que possa contribuir desde o primeiro dia, ajudando a preencher lacunas em setores-chave. A ministra Lena Metlege Diab ressaltou que as mudanças ocorrem diante de pressões do mercado de trabalho e de uma economia em transformação.
Novas categorias do Express Entry
Entre as novidades, entram pesquisadoras e pesquisadores, gerentes seniores, trabalhadores do setor de transporte, como pilotos e mecânicos de aeronaves, além de médicos estrangeiros com experiência no Canadá. Também passam a considerar candidatos estrangeiros altamente qualificados recrutados pelas Forças Armadas, incluindo médicos, enfermeiros e pilotos.
A composição das cotas não altera o funcionamento das rodadas de convite já existentes, que continuam abertas para candidatos de fluência em francês, profissionais de saúde e trabalhadores qualificados. A expectativa é ampliar a oferta de vagas e reduzir gargalos em áreas com maior demanda.
Defesa e dependência externa
Como parte de uma estratégia mais ampla, o governo de Carney busca reduzir a dependência da defesa em relação ao exterior, elevando investimentos em pesquisa e desenvolvimento em defesa. Autoridades apontam metas para ampliar receitas do setor, crescer exportações e gerar milhares de empregos qualificados nos próximos anos.
A iniciativa também prevê incremento de despesas com defesa, alinhando-se à meta de aumentar o peso do setor no PIB até 2035. A Reuters informou os fundamentos dessas diretrizes na divulgação anterior sobre o plano de defesa do governo.
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