No sábado, 18, Donald Trump assinou uma ordem executiva para acelerar o desenvolvimento e a possível aprovação de terapias com psicodélicos. A medida destina US$ 50 milhões para cofinanciar estudos clínicos com estados e coloca a FDA como órgão responsável por priorizar pedidos com algum nível de evidência (fase 2 ou 3).
A ordem não lista substâncias específicas, mas cita psilocibina e MDMA entre as opções, destacando a ibogaína como componente relevante. O objetivo é ampliar a análise rápida de pedidos que apresentem avanços científicos em tratamentos de saúde mental.
A proposta tem relação com o interesse em tratar transtornos como depressão e, sobretudo, TEPT, condição comum entre veteranos. O texto afirma que a medida beneficiará especialmente os militares em atividade e na reserva.
A FDA é o principal executor da regra, avaliando pedidos com prioridade máxima quando há evidência suficiente. A iniciativa ocorre em meio a um debate sobre o uso terapêutico de psicodélicos no país.
A ibogaína, derivada da planta africana Tabernanthe iboga, é alvo de tratamento médico autorizado no Brasil apenas em situações excepcionais. A ANVISA não autoriza a comercialização da substância no país.
Eventos e debates sobre psicodélicos ganharam força com conferências como a Psychedelic Culture em São Francisco e atividades acadêmicas em Harvard, ampliando o debate científico global sobre o tema.
Analistas avaliam a medida como alinhada a uma tendência de reconhecimento científico de substâncias antes restritas, com impactos potenciais na pesquisa e no mercado farmacêutico.
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